HISTÓRIA DO FC PAÇOS DE FERREIRA

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Raízes do Vasco da Gama


O Futebol Clube Vasco da Gama, de Paços de Ferreira, foi criado a 5 de Abril de 1950. Na génese desta colectividade pacense estiveram os dirigentes do Agrupamento N.º 11 do Corpo Nacional de Escutas, denominado precisamente de «Vasco da Gama».


Figura de relevo na instituição foi D. José de Lencastre, ilustre nobre da "Casa da Torre" e pioneiro do escutismo no país, que em 1925 fundou em Paços de Ferreira o agrupamento "Vasco da Gama". E os escuteiros por aqui se mantiveram até 1937, altura em que o agrupamento foi transferido para Malanje (Angola). Para desenvolver as suas actividades lúdicas, os escuteiros foram contemplados com um pequeno campo no centro da Vila. Foi o primeiro espaço que tiveram para jogar à bola. E foi no início dos anos 30 que o local ficou preparado para a prática do futebol e até para uma monumental "tourada de carneiros", pelo cavaleiro Virgínio! O pontapé de saí­da do primeiro jogo da bola foi dado por D. Joaquina Cardoso da Silva, da "Casa da Torre". Enquanto na sede da Vila o "Vasco da Gama" servia quase exclusivamente para entretenimento dos escuteiros, na Aldeia Nova (Meixomil) o S. C. Pacense dedicava-se ao futebol mais "a sério", realizando vários amigáveis com equipas vizinhas e chegando mesmo a participar em campeonatos da Liga da Invicta.

Os primeiros estatutos

A primeira sede do agrupamento "Vasco da Gama" funcionava no Grémio do Comércio (onde está hoje a Foto Murillo) e os primeiros estatutos da secção de futebol foram aprovados a 4 de Maio de 1950, por despacho do Subsecretário de Estado da Educação Nacional. A direcção do clube tinha obrigatoriamente que conter cinco dirigentes dos escuteiros, permitindo-se a incluão de dois dirigentes exteriores ao agrupamento. Assim, os primeiros dirigentes do clube foram Casimiro Martins, José Leão Ribeiro, Miguel Carneiro Pinto e mais dois elementos escuteiros residentes no Porto. Francisco Ribeiro e António Lopes (Regedor) completavam o elenco como elementos exteriores ao agrupamento. Os estatutos que regiam esta secção seriam mantidos inalteráveis durante os onze anos seguintes, altura em que sofreram uma profunda remodelação. Francisco Pereira Lino foi um dos elementos da direcção exteriores ao escutismo a sentir as grandes dificuldades criadas pelo facto de estarem dependentes da direcção do agrupamento. Uma simples assinatura obrigava os dirigentes a deslocarem-se ao Porto, para além da direcção do futebol não ter qualquer autonomia para decidir em assuntos do seu exclusivo interesse. É então que Francisco Lino convence D. Paulo de Lencastre a conceder autonomia ao futebol do Vasco da Gama, até porque a própria actividade dos escuteiros já estava extinta.

A 12 de Agosto de 1961 foram aprovados os novos estatutos do Futebol Clube Vasco da Gama, que passou a designar-se Futebol Clube de Paços de Ferreira. Ao longo das décadas seguintes foram feitos alguns reajustamentos ao novo documento orientador do clube, nomeadamente quanto ao tempo de duração dos mandatos. Inicialmente os dirigentes eram eleitos por um ano, coincidindo a sua entrada com a do ano civil.