PAÇOS DE FERREIRA NA DÉCADA DE 1970

PAÇOS DE FERREIRA NA DÉCADA DE 1970
O F. C. Paços de Ferreira estava definitivamente fadado para ser um grande clube e a década de setenta veio provar isso mesmo. O clube estava preparado para se afirmar a uma dimensão nacional e atingiu esse estatuto logo na primeira metade da década.
O primeiro sinal de que o Paços de Ferreira extravasava as simples dimensıes regionais foi dado a 3 de Abril de 1972, com a realização, no campo da Cavada, do primeiro encontro internacional da sua história. Os pacenses golearam os espanhóis de Porriao por 6-1 e demonstraram que estava em formação uma equipa de campeões. A temporada 1972/73 confirmou essa ascensão e foi sem surpresa que o clube atingiu o tí­tulo regional da I divisão. Aos consagrados que o plantel já possuí­a, tinham-se juntado nessa temporada Mascarenhas e João Morais, duas velhas glórias do Sporting e que passearam o perfume do seu futebol pelos campos do regional. A caravana festiva que trouxe a equipa de Gondomar até Ã sede da Vila deixou transparecer a paixão que os adeptos pacenses nutriam pelo seu clube. A "onda pacense" estava em movimento e novos feitos se adivinhavam.
Embalados pelo valor dos seus atletas e pela estreia do novo estádio da Mata Real, os adeptos do F. C. Paços de Ferreira aguardaram com ansiedade o início da época 1973/74. A expectativa foi plenamente correspondida e campeões como: Filipe, Pinho, Rómulo, Freitas, Dias, Canavarro, Pimenta, Mascarenhas, Chaves, Lima, Carlos Alves, Malheiro e Canhoto só descansaram da sua cruzada, quando garantiram o título nacional da III Divisão. A partida final em Leiria, frente ao Estrela de Portalegre, foi uma das mais belas páginas da história do clube e marcou definitivamente os anos setenta.
E não foi por falta de ambição que o clube não atingiu o escalão máximo do futebol nacional. Talvez fosse exigir demasiado a um clube ainda em fase de afirmação, embora em 1976/77 tenha sido por um fio que tal feito não foi conseguido. Uma mágoa que não beliscou o quanto de bom foi proporcionado aos adeptos que assistiam, então, ao crescimento de valores como; Brandão, Juvenal, Malheiro e Jorge.

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