HISTÓRIA CRONOLÓGICA DA GUERRA E PAZ EM ANGOLA


Na luta contra a ocupação portuguesa em Angola começa uma incursão pela Independência, uma luta pela liberdade e pela auto-suficiência.
1954 – Fundação do PLUA - Partido da Luta dos Africanos de Angola.

1956 – Do PLUA emergiu o MPLA - Movimento Popular de Libertação de Angola, sob a presidência de Agostinho Neto.

1956 – Um manifesto do MPLA circula pelas ruas de Luanda a denunciar a opressão colonialista.

1958 – O MIA - Movimento de Independência de Angola - une forças com o MPLA.

1975 – 11 Novembro - O Presidente Agostinho Neto proclama em Luanda a independência de Angola.

1976 – 27 Março – Retirada das tropas sul-africanas que, a partir da Namíbia, haviam lançado em Outubro, a “Operação Savannah”, contra o território angolano.

1977 – 27 Maio – Tentativa frustrada de um Golpe de Estado, conduzido por Nilo Alves e outros dissidentes do MPLA

1979 – 10 Setembro – Morre em Moscovo, vítima de doença, o Dr. Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola. José Eduardo dos Santos é proclamado o novo Presidente da República no dia 21 de Setembro.

1981 – Agosto – Quinze mil soldados sul-africanos, apoiados por blindados e aviação de combate, invadem Angola, bombardeando a província da Huíla e ocupando parte da província do Cunene, na operação designada por “Prothea”.

1983 – Setembro – As Forças Armadas angolanas desencadeiam a “Operação Berlim” para impedir a abertura da intitulada “segunda fase estratégica” da UNITA, na região do Mussende no Kwanza-Sul.

1984 – 25 Março – A UNITA ataca a cidade do Sumbe, capital do Kwanza-Sul.

17 Novembro – O Presidente angolano apresenta uma “Plataforma da Paz” numa carta dirigida a Javier Perez de Cuellar, secretário-geral da ONU, onde requer a retirada imediata e incondicional das forças sul-africanas e a cessação das agressões contra Angola, e a cessação de todo o apoio à UNITA a partir do exterior.

1986 – Janeiro – O Líder da UNITA, Jonas Savimbi, é recebido na Casa Branca pelo Presidente Ronald Regan.

1987 – Setembro – Tropas sul-africanas invadem o sudoeste angolano para contrariar a ofensiva governamental contra a UNITA.

1988 – Janeiro – Forças sul-africanas atacam as posições angolano-cubanas a Leste do Kuíto Cuanavale, no Kuando-Kubango, com tanques, carros blindados e aviões de combate.

11 de Maio – Realização da Primeira Reunião Quadripartida entre delegações de Angola, Cuba, África do Sul e EUA em Londres, com vista à resolução do Processo de Paz em Angola e da independência da Namíbia.

Julho – Em Nova Iorque e Genebra realizam-se a 4ª e 5ª Reunião Quadripartida, onde se alcança um acordo sobre um conjunto de princípios e anuncia-se um cessar-fogo provisório.

1989 – 22 Junho – Um Plano de Paz é estabelecido entre o Presidente angolano e o líder da UNITA em Gbadolite, no Zaire. Cinco dias depois o Governo denuncia a violação, por parte da UNITA, do acordo de cessar-fogo e Jonas Savimbi desmente ter aceite o seu afastamento da cena política.

1990 – Face à falha do acordo de Gbadolite, Angola prescinde da mediação zairense e opta pela portuguesa. Várias reuniões realizam-se em Portugal entre delegações do Governo e da UNITA, sem quaisquer resultados. Portugal defende a participação futura de observadores norte-americanos e soviéticos.

1991 – 31 Maio – É assinado em Bicesse, Portugal, um Acordo de Paz entre o Presidente angolano e o Líder da UNITA, que prevê o cessar-fogo e normas de convivência entre as partes, nomeadamente a constituição de um exército único e a marcação de eleições multipartidárias. As Nações Unidas, através da UNAVEM-II, fiscalizarão o cumprimento do cessar-fogo no país.

1992 – 29/30 Setembro – Primeiras eleições gerais multipartidárias, presidenciais e legislativas, na História do País. O Presidente José Eduardo dos Santos vence a primeira volta das presidenciais com 49,57% dos votos e o MPLA obtém a maioria absoluta nas legislativas com 53,74% dos votos.

1993 – 7 Março – A UNITA ocupa militarmente o Huambo, a segunda cidade do país. Cinco dias depois, o Conselho de Segurança da ONU aprova mais uma resolução que condena “as persistentes violações pela UNITA das principais provisões do Acordo de Paz”, por se ter retirado das novas Forças Armadas e não ter participado nas instituições políticas saídas das eleições.

1994 – Novembro – As Forças Armadas Angolanas (FAA) retomam as cidades do Huambo e Uíge. No dia 20, o Governo e a UNITA assinam formalmente o Protocolo de Lusaka, que assinala “supostamente” o fim das hostilidades no País.

1995 – 9 Dezembro – Em Washington, o Presidente de Angola reitera o seu total empenho no processo de reconciliação nacional e no programa de reformas económicas do Governo.

1996 – Setembro – O III Congresso da UNITA rejeita a indicação de Savimbi para ser um dos vice-presidentes. O MPLA recomenda ao Governo que declare a caducidade da cláusula do Protocolo de Lusaka que conferia ao líder da UNITA um “estatuto especial”.

1998 – 9 Dezembro – A UNITA anuncia que está a organizar as suas forças para reatar a guerra. Dias depois, forças militares cercam as cidades do Huambo e Kuíto. O Conselho de Segurança da ONU deplora a “grave deterioração da situação em Angola” e atribui a responsabilidade a Jonas Savimbi.

1999 – Janeiro – A UNITA inicia um ataque à cidade de Malanje. O Secretário-Geral da ONU propõe em Washington o fim das operações da ONU em Angola.
Agosto – O Presidente Angolano anuncia em Maputo que o seu Governo não voltará a negociar com Jonas Savimbi.

2000 – Fevereiro – O Presidente de Angola denuncia que a UNITA, derrotada na guerra convencional, procura agora bases de apoio no interior e no exterior para passar à guerra de guerrilha.

2000 – 11 Novembro – Numa mensagem à Nação, por ocasião do 25º Aniversário da Independência nacional, o Presidente José Eduardo dos Santos anunciou uma larga amnistia para todos os que abandonem a guerra e optem pela Democracia, para iniciar os preparativos das próximas eleições presidenciais e legislativas. Garantiu que o Governo continua empenhado em vencer a crise económica e social e sublinhou que para os Angolanos “ o futuro começa agora”.

2002 – Jonas Savimbi é assassinado em Fevereiro de 2002. É assinado um Acordo de Paz entre a UNITA e o Governo de Angola.

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