PARQUE NACIONAL MARINHO DOS ABROLHOS

Ilha Santa Bárbara
Objetivos da Unidade
Conservar amostras de ecossistema marinho excepcionalmente rico em recifes, algas e ictiofauna e proteger espécies ameaçadas de extinção, principalmente as tartarugas marinhas, baleias-jubarte, coral cérebro, conciliando a proteção integral da flora, da fauna e das belezas naturais com a utilização para objetivos educacionais, recreativos e científicos.

Tartaruga marinha
Ilha Redonda
Uma das cinco ilhas pertencentes ao Arquipelago dos Abrolhos
Arquipélago de Abrolhos

A unidade era anteriormente uma área de pesca. Nela existe um antigo farol da marinha, mas ocorria grande número de naufrágios devido as dificuldade de navegação entre os corais existentes no arquipélago. Antigas referências reportadas de historiadores, relatam que navegantes portugueses recebiam a advertência "Abram os Olhos" pelo perigo de se navegar por lá. Daí vem o nome Abrolhos, arquipélago que sempre foi ponto de referência para os navegantes.

Clima
  • O clima é determinado por massas de ar que dominam as estações do ano.
  • A época mais tranqüila é de janeiro a março, período das calmarias.
  • A temperatura varia de 24,4 a 27 ºC.
  • Quando houver previsão de vento sul, desaconselha-se totalmente a visita ao Parque.

Relevo
O parque é constituído de três ilhas de formação vulcânica dispostas em semicírculos e uma ilhota ao norte. A ilha guarita tem 100 m de extensão e 13 m de altura, a ilha Siriba possui 3 ha, a ilha redonda apresenta 400 m de diâmetro e 36 m de altura, e a ilhota Sueste tem 10 ha e 15 m de altura.

Flora
O ambiente insular é dominado por vegetação de pequeno porte, basicamente por gramíneas e herbáceas, com ocorrência de algumas espécies exóticas. São encontrados alguns coqueiros nas ilhas, introduzidos por antigos moradores.

Baleia-jubarte
Fauna
Há grande diversidade da fauna marinha, com inúmeras espécies de peixes, moluscos, corais, esponjas etc. Para a fauna terrestre destaca-se as aves que se reproduzem nas ilhas: atobás, trinta-reis, fragata, grazina e o benedito, principalmente. A Baleia-jubarte e as tartarugas-marinhas procuram o parque para se reproduzirem.

PARQUE NACIONAL MARINHO DOS ABROLHOS - BA
Base Administrativa

OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA UNIDADE
Conservar amostras de ecossistema marinho excepcionalmente rico em recifes, algas e ictiofauna e proteger espécies ameaçadas de extinção, principalmente as tartarugas marinhas, Baleias-jubarte, coral cérebro, conciliando a proteção integral da flora, da fauna e das belezas naturais com a utilização para objetivos educacionais, recreativos e científicos.



ASPECTOS CULTURAIS E HISTÓRICOS Antecedentes Legais
Após várias reuniões e manifestações de políticos na década de 1970 e princípio de 80, o parque que foi efetivamente criado, ficando desprovido de planejamento até 1991. Pesquisadores, mergulhadores e ambientalistas formaram um grupo que indicou a área para a criação do PARNA.

Aspectos Culturais e Históricos
A unidade era anteriormente uma área de pesca. Nela existe um antigo farol da marinha, mas ocorria grande número de naufrágios devido as dificuldade de navegação entre os corais existentes no arquipélago . Antigas referências reportadas de historiadores, relatam que navegantes portugueses recebiam a advertência "Abram os Olhos" pelo perigo de se navegar por lá. Daí vem o nome Abrolhos, arquipélago que sempre foi ponto de referência para os navegantes.

ASPECTOS FÍSICOS E BIOLÓGICOS Clima
O clima é determinado por massas de ar que dominam as estações do ano. A época mais tranqüila é de janeiro a março, período das calmarias. A temperatura varia de 24,4 a 27 graus. Quando houver previsão de vento sul, desaconselha-se totalmente a visita ao Parque.

Relevo
O parque é constituído de três ilhas de formação vulcânica dispostas em semicírculos e uma ilhota ao norte. A ilha guarita tem 100 m de extensão e 13 m de altura, a ilha Siriba possui 3 ha, a ilha redonda apresenta 400 m de diâmetro e 36 m de altura, e a ilhota Sueste tem 10 ha e 15 m de altura.

Vegetação
O ambiente insular é dominado por vegetação de pequeno porte, basicamente por gramíneas e herbáceas, com ocorrência de algumas espécies exóticas. São encontrados alguns coqueiros nas ilhas, introduzidos por antigos moradores.

Fauna
Há grande diversidade da fauna marinha, com inúmeras espécies de peixes, moluscos, corais, esponjas etc. Para a fauna terrestre destaca-se as aves que se reproduzem nas ilhas: atobás, trinta-reis, fragata, grazina e o benedito, principalmente. A Baleia-jubarte e as tartarugas-marinhas procuram o parque para se reproduzirem.

BENEFÍCIOS DA UNIDADE PARA O ENTORNO E REGIÃO
Áreas de reprodução de peixes protegida; pontos de lazer e mergulho e renda para a população do entorno (Caravelas, Alcobaça e Prado) que trabalham com atividades de turismo.

USOS CONFLITANTES QUE AFETAM A UNIDADE E SEU ENTORNO
Excesso de turistas e mergulhadores tem causado destruição aos corais e modificado as características da água. A navegação constante também traz poluição e risco de acidentes. Além disso, muitos pescadores buscam a região para exercerem suas atividades sem controle.

O arquipélago de Abrolhos, no sul do Bahia, é um dos ecossistemas marinhos de maior biodiversidade do Brasil e é formado por corais. Os antigos navegadores portugueses sabiam bem disto e o alerta “abra os olhos” (Abrolhos) era sempre dado àqueles que navegassem por estes mares.

O arquipélago é formado por 5 ilhas: Siriba, Redonda, Sueste, Santa Bárbara e a pequena Guarita. Somente as duas primeiras são abertas à visitação pública. As ilhas de Sueste e Guarita são consideradas intangíveis, e ninguém pisa nelas para que nenhuma alteração aconteça. A Ilha de Santa Bárbara pertence à Marinha do Brasil, e nela foi construído, em 1861, um belíssimo farol, vital para a orientação das embarcações que freqüentam a região. Algumas simpáticas famílias vivem na Ilha de Santa Bárbara e garantem o funcionamento e a manutenção do Farol.

Há um conjunto de corais conhecido como Recife das Timbetas, que também está inserido nos limites do parque mas se encontra distante do arquipélago. Outra enorme bancada de corais, o Parcel das Paredes, com mais de 30 quilômetros de extensão, está no meio do caminho entre a cidade de Caravelas e Abrolhos. Apesar de não pertencer ao parque, o Parcel foi um dos locais mais abundantes em formações coralinas e fauna marinha que já mergulhei. Alguns visitantes questionam a não inclusão do Parcel nos limites do parque, mas é ele quem garante a sobrevivência e o trabalho dos inúmeros pescadores que vivem no sul da Bahia.

Voltando a Abrolhos, na Ilha Siriba, após uma palestra explicativa, os visitantes caminham por uma trilha acompanhados de um guarda-parque, e podem observar bem de perto atobás, grazinas e outras aves que visitam o parque somente em alguns meses do ano, como o Benedito e o Trinta-réis. Piscinas naturais e imensos paredões rochosos também são vistos durante o percurso. Para o desembarque na ilha, leve um tênis, calçado emborrachado ou sandálias do tipo que prendem atrás para evitar tombos ou tropeços.

O mergulho no arquipélago é imperdível e a grande vantagem é que, com apenas um snorkle, nadadeiras e poucos metros de profundidade você entra no mundo submarino vendo várias formações de corais, entre elas o coral-cérebro, endêmico desta região. Os grandes chapeirões deste coral abrigam peixes como o budiões-azuis, badejos, cirurgiões e muitos outros, compondo um cenário inesquecível, um verdadeiro aquário a céu aberto. Para os mergulhadores mais experientes, os naufrágios, as colunas de corais que brotam do fundo e sobem a 20 metros e às vezes se unem, também acolhem uma infinidade de seres marinhos. É comum encontrar tartarugas e raias circulando amigavelmente pelo fundo.

Tente marcar sua ida ao arquipélago entre os meses de julho e novembro, pois é neste período que as Baleias Jubarte deixam o frio do continente antártico e buscam as águas mornas e aconchegantes de Abrolhos para se reproduzirem. Nesta época, é fácil encontrar grupos perambulando ao redor das ilhas e até proporcionando verdadeiros espetáculos colocando a cauda para fora, soltando borrifos ou até saltando com seu peso, que pode atingir 40 toneladas. O Projeto Baleia Jubarte realiza um excelente trabalho de pesquisa e monitoramento destes indivíduos que buscam esta região todos os anos, e os dados comprovam que, a cada ano, este número está aumentando.

Com todos estes atrativos, Abrolhos é ainda pouco freqüentado pelos brasileiros, que precisam descobrir este paraíso. A sede do Parque Nacional Marinho de Abrolhos está em Caravelas, cidade que é ponto de partida para as embarcações que vão ao arquipélago. Em 2004, estará em funcionamento um centro de visitantes, que está sendo construído ao lado da sede e contará com exposições e uma boa estrutura, oferecendo informações aos turistas. Programe sua visita a Abrolhos, com certeza este conjunto de ilhas é um dos maiores tesouros marinhos do Brasil e está totalmente PRESERVADO.

Fonte: Ibama