PARQUE NACIONAL DE SÃO JOAQUIM

PARQUE NACIONAL DE SÃO JOAQUIM

O Parque Nacional de São Joaquim se destaca por sua invulgar beleza paisagística. Situado numa das poucas regiões do Brasil em que a temperatura média anual não passa dos 140C, e onde muitas vezes há a ocorrência de neve. Apresenta também sugestivas elevações, como o morro da Igreja, com 1.822 metros de altitude, localizado no centro do Parque, e que é o ponto culminante de todo o Estado de Santa Catarina.

Seu relevo apresenta duas unidades distintas: uma área montanhosa encravada na Serra Geral e outra suavemente ondulada, na região denominada Planalto das Araucárias. Na vegetação predomina a savana gramínea, ou campos, que se desenvolve em altitudes superiores a 800 metros.


Destaca-se aí o capimcaninha (Andropon lateralis), enquanto entre as espécies arbóreas é comum o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Nos capões ocorrem ainda a casca-d'anta (Drimys brasiliensis), pinheiro-bravo (Pynus silvestris), pau-de-bugre (Lithraea brasiliensis) e carne-de-vaca (Clethra scabra).

Nas florestas-de-galeria encontram-se exemplares de branquilho (Sebastiana klotzchiana), guamirim (Gomidesia sellowiana), murta (Blepharocalvx salicifolius), congonha (llex theezans) e cambui (Siphoneugena reitzii), enquanto na floresta atlântica densa ocorrem espécies como a canela-preta (Ocotea catharinensis), pau-óleo (Copaifera trapezifolia) e canela-sassafrás (Ocotea pretiosa).

Nessa formação nota-se gradativa diminuição do palmito (Eu terpe edulis), bem como de epifitas e lianas. No alto dos pinheiros, entre maio e junho diversas espécies de aves buscam alimento nos pinhões, destacando-se entre essas o caxinguelê (Sciurus sp.), gralha-azul (Cyanocorax caeruleus), curicacas (Theristicus spp.) e o colorido surucuáde-barriga-vermelha (Trogon curucui). Como essas aves geralmente não comem os pinhões no próprio local ao transportá-los acabam deixando cair a semente promovendo a dispersão desse vegetal.

Nos rios que cortam o Parque podem-se observar lontras (Lontra longicaudis), um mustelídeo ameaçado de extinção e sob a copa dos pinheirais, porcos-do-mato (Tayassu spp.) e pacas (Agouti paca).

Com acesso pelas rodovias BR-430 e BR-438, que ligam diversas localidades a Florianópolis, o Parque ainda não dispõe de infra-estrutura para a hospedagem de visitantes. O período mais chuvoso é de agosto a outubro.

PARQUE NACIONAL DE SÃO JOAQUIM

JustificarOBJETIVOS ESPECÍFICOS DA UNIDADE
Conservar ecossistemas existentes na unidade e promover educação ambiental, pesquisa e visitação pública.

ÁREA DA UNIDADE
42.837,00 (ha)

ASPECTOS CULTURAIS E HISTÓRICOS
Antecedentes Legais
Com o surgimento do ciclo da madeira nas décadas de 50 e 60, surgiu a necessidade da criação de uma unidade na região, para preservar as matas de araucária ainda existentes. Houve uma parceria entre o Governo do Estado de Santa Catarina e o IBDF para criação do Parque Nacional de São Joaquim.

Aspectos Culturais e Históricos
A exploração florestal contínua reduziu à pequenos fragmentos florestais a área do parque, restando a paisagem rara em beleza e que anualmente oferece um espetáculo ímpar no território nacional: a brancura de neve nos mais elevados píncaros da Serra do Mar.

ASPECTOS FÍSICOS E BIOLÓGICOS
Clima
O parque situa-se em uma das poucas regiões em que a temperatura média anual varia entre 14° C a 12° C, e com ocorrência de neve anualmente.

Relevo
Um dos aspectos interessantes do Parque, são suas elevações, com altitudes superiores a 2.000 m acima do nível do mar, como o Morro da Igreja, bastante conhecido e procurado pelos montanhistas.

Vegetação
Este Parque possui 3 tipos de vegetação: os Campos Gerais, as Matas de Araucárias, localizadas mais comumente nas encostas e nos vales, e a Floresta Pluvial Subtropical que ocupa o fundo dos vales. A espécie dominante nos cenários do Parque é o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Ocorrem também a jibuia (Ocotea porosa), a canela-sassafrás, a caviúna e o cedro (Cedrela fissilis).

Fauna
A fauna do Parque Nacional de São Joaquim é pouca variada, em decorrência às suas formações vegetais menos ricas, e principalmente, devido aos efeitos negativos do fogo e da caça ilegal seletiva, implicando em pressão de caça sobre determinadas espécies, principalmente perdizes e codornas.

BENEFÍCIOS DA UNIDADE PARA O ENTORNO E REGIÃO
Além da preservação de seu ecossistema o Parque é importante por ter características singulares dentre as unidades de conservação do país, e portanto permite a pesquisa e a visitação em uma área de especial interesse ecológico.

USOS CONFLITANTES QUE AFETAM A UNIDADE E SEU ENTORNO
A caça praticada na região de forma desordenada, bem como o fogo de origem criminosa caracterizam-se por serem os principais problemas que afetam a unidade.

O IBAMA, atualmente, não permite que parques nacionais tenham nomes de cidades, portanto, em breve, o nome desta unidade de conservação deverá ser mudado. O Morro da Igreja, um conjunto de montanhas rochosas onde está situada a Pedra Furada, com certeza está entre as mais belas imagens vistas até agora nestas visitas aos parques.

Urubici, município de 10.000 habitantes, disputa o título de cidade mais fria do Brasil com a cidade vizinha de São Joaquim. Na verdade, as duas cidades têm temperatura e climas parecidos, a diferença é que, em São Joaquim, no auge do frio, há incidência de neve na cidade, já em Urubici, a neve cai nos arredores. Em contra-partida, Urubici dá um show em cima de São Joaquim no que se refere às atrações.

As belezas cênicas da cidade são majestosas. Belas cachoeiras como a do Véu da Noiva e do Avencal dão uma pequena mostra do que Urubici pode proporcionar. Pinturas Rupestres, campos de araucárias, rios e trilhas para aventureiros também circundam a área do parque. Na região do parque mais visitada, o Morro da Igreja, o acesso é muito bom e se chega no ponto mais alto de toda a região sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), com seus 1822 metros de altitude, numa estrada asfaltada.

Cachoeira do Véu da Noiva

Cachoeira do Véu da Noiva - No caminho, está a cachoeira do Véu da Noiva. Para terminar a visita ao município, 3 caminhos te levam de volta ao nível do mar, isto é, se for este o seu destino. A Serra do Panelão, o mais fácil e mais curto, não tem novidades. A Serra do Rio do Rastro, é uma espécie de Serra de Ubatuba com mais “cotovelos”, mais curvas e é um pouco mais longa.

À noite a estrada está iluminada e, com tempo bom, é um espetáculo de luzes, que pode ser visto de um mirante. A terceira opção é a Serra do Corvo Branco, uma serra com curvas fechadas, construída de forma interessante, que lembra a famosa Lombard Street em São Francisco, nos Estados Unidos. O início da estrada é de terra. Para os mais aventureiros, este é o caminho. Faça sua opção e aproveite.

Fonte: Ibama