PORTUGAL - GEOGRAFIA E HISTÓRIA DE PORTUGAL


GEOGRAFIA – Área: 91.985 km². Hora local: +3h. Clima: mediterrâneo (S) e temperado oceânico (N). Capital: Lisboa. Cidades: Lisboa (600.000), Porto (300.000), Amadora (160.000), Braga (120.000) (2011).

POPULAÇÃO – 10,2 milhões (2011); nacionalidade: portuguesa; composição: portugueses 99,5%, africanos 0,5. Idioma: português (oficial). Religião: cristianismo 92,4% (católicos 90,8%, outros 5,6% - dupla filiação 4%), sem religião e ateísmo 6,5%, outras 1%. Moeda: euro.

RELAÇÕES EXTERIORES – Organizações: Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, Otan, UE. Embaixada: Tel. (61) 3032-9600, fax (61) 3032-9642 – Brasília (DF); e-mail: portugalbr@uol.com.br.

GOVERNO – República com forma mista de governo. Div. administrativa: 18 distritos e 2 regiões autônomas (Açores e Madeira). Partidos: Social-Democrata (PSD), Socialista (PS), Popular (PP), Comunista Português (PCP), Ecologista Os Verdes (PEV). Legislativo: unicameral – Assembléia, com mínimo de 180 membros e máximo de 230. Constituição: 1976.

 Lisboa

Portugal ocupa o extremo oeste da península Ibérica e faz fronteira com uma única nação, a Espanha. Compreende também os arquipélagos de Açores e Madeira. A extensa costa para o oceano Atlântico, de quase mil quilômetros, explica a vocação marítima do povo português. Sua capital, a antiga cidade portuária de Lisboa, situa-se no delta do rio Tejo. O país formou um vasto império colonial – do qual fizeram parte o Brasil e porções da África e da Ásia – responsável pela difusão da língua portuguesa pelo mundo. Sua última possessão ultramarina, Macau, foi devolvida aos chineses em 1999. Portugal é uma das nações menos desenvolvidas da Europa Ocidental. O grande crescimento econômico iniciado no fim da década de 1990 desacelera-se nos últimos anos.

HISTÓRIA
A Lusitânia, como a região era conhecida pelos romanos, é conquistada por Júlio César e Augusto no século I a.C. No século V, os visigodos invadem e cristianizam a região, dominando-a até a chegada dos mouros, em 711. Em 1139, Afonso Henriques, que ajudara os espanhóis a expulsar os mouros da região, torna-se o primeiro monarca português. Os castelhanos invadem Portugal várias vezes, mas são derrotados em 1385. Nesse mesmo ano sobe ao trono dom João I, da dinastia Avis, que consolida a independência portuguesa.

Grandes navegações – Portugal é pioneiro na expansão marítima européia. No século XV, têm início as Grandes Navegações e as conquistas que formariam o império colonial lusitano. Suas principais expedições marítimas são as de Vasco da Gama, o primeiro europeu a viajar por mar até a Índia, onde aporta em 1498, e a de Pedro Álvares Cabral, que chega ao Brasil em 1500. Em 1580, a Coroa espanhola se apossa do trono português, permanecendo como soberana do país até 1640, quando João de Bragança se torna rei.

Iluminismo português - Um terremoto de grandes proporções, seguido de um maremoto e de um incêndio de vários dias, destrói Lisboa em 1755, deixando 12 mil mortos. A catástrofe afirma a autoridade do marquês de Pombal, ministro do rei dom José. Pombal reconstrói a cidade e passa a ser, nas décadas seguintes, figura-chave do Iluminismo português. Persegue os jesuítas, dando início ao processo que levaria o papa a suprimir, em 1773, a Companhia de Jesus. Em 1807, Portugal é invadido por Napoleão Bonaparte, e a corte transfere-se para o Brasil, onde aporta em 1808. Em 1820, a Revolução do Porto obriga o rei dom João VI a voltar a Lisboa. Dois anos depois, o príncipe herdeiro dom Pedro proclama a independência do Brasil e torna-se seu imperador.

Salazarismo – Em 1910, uma rebelião derruba o rei Manuel II, e a República é proclamada. Os republicanos adotam leis liberais e anticlericais. Após longo período de instabilidade, um golpe de Estado instaura, em 1926, uma ditadura militar. António de Oliveira Salazar assume como primeiro-ministro em 1932. Seu regime, inspirado no fascismo, ficaria conhecido como salazarismo. A Constituição de 1933 institui o Estado Novo, no qual se admite um só partido, a União Nacional. Portugal permanece neutro na II Guerra Mundial. A recusa em conceder independência às colônias africanas estimula movimentos guerrilheiros de libertação. Em 1968, Salazar sofre derrame cerebral e é substituído por Marcelo Caetano, ex-ministro das Colônias, que legaliza alguns partidos de oposição.

Revolução dos Cravos – A decadência econômica e o desgaste com a guerra colonial provocam descontentamento nas Forças Armadas. Em 25 de abril de 1974, oficiais de média patente rebelam-se e derrubam o governo de Caetano. A população festeja o fim da ditadura distribuindo flores aos soldados rebeldes – daí o movimento ser conhecido como a Revolução dos Cravos. Todos os partidos políticos são legalizados e é extinta a Pide, polícia política do salazarismo. Portugal mergulha em uma agitação revolucionária. O general António de Spínola, que assumira a Presidência após a revolução, renuncia em setembro. O governo passa a ser dominado pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), fortemente influenciado pelo Partido Comunista Português (PCP), e inicia estatização de bancos e indústrias e a reforma agrária. No mesmo ano, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau obtêm a independência. PS versus PSD Nas eleições de 1976, vence o moderado Partido Socialista (PS), de Mário Soares, que assume o cargo de primeiro-ministro. Diante da grave crise econômica, Soares renuncia em 1978. Em 1985, a vitória do Partido Social-Democrata (PSD), de centro-direita, encerra o segundo mandato de Soares como premiê. O novo primeiro-ministro é Aníbal Cavaco Silva. Em 1986, Mário Soares é eleito presidente, e Portugal ingressa na Comunidade Econômica Européia (CEE), atual União Européia (UE).A Assembléia modifica a Constituição, em 1989, permitindo a privatização de empresas nacionalizadas pela Revolução e enfraquecendo o poder do presidente da República. Soares é reeleito em 1991. Com maioria no Parlamento, Cavaco Silva permanece como primeiro-ministro e suas relações com Soares pioram. Em 1995, os socialistas vencem as eleições parlamentares e António Guterres torna-se o primeiro-ministro. No ano seguinte, Jorge Sampaio, também do PS, é eleito presidente. O país participa do lançamento do euro, moeda única européia, em janeiro de 1999.

Timor-Leste – Em março de 1999, Portugal assina com a Indonésia um acordo para a realização de um referendo sobre a independência de sua ex-colônia Timor-Leste, anexada pelos indonésios. A explosão de violência na região provoca manifestações de solidariedade aos leste-timorenses em Portugal, as mais relevantes desde a Revolução dos Cravos.

Jorge Sampaio é reeleito para a Presidência em 2001. Cortes orçamentários feitos pelo governo afetam os serviços públicos e causam insatisfação popular. O PSD vence as eleições gerais de 2002, com 40,1% dos votos, e põe fim a seis anos de gestão do PS, que obtém 37,8%. José Manuel Durão Barroso, do PSD, assume o cargo de primeiro-ministro, em governo de coalizão com o Partido Popular (PP).

Guerra do Iraque – A guerra dos EUA contra o Iraque, em 2003, coloca em campos opostos Barroso, que apóia a ação norte-americana, e Sampaio, que defende uma solução diplomática. O resultado do acordo entre eles é que Portugal permite aos EUA usarem sua base aérea em Açores, mas não envia tropas ao golfo Pérsico. Em julho de 2004, Barroso renuncia ao cargo para assumir a presidência da Comissão Européia e é substituído por Pedro Santana Lopes, também do PSD.

Crise econômica - A crise econômica que assolou a zona do euro, principalmente em países como Portugal, Grécia e Irlanda e que tiveram que pedir ajuda financeira à União Europeia. O governo português vinha tentando evitar pedir auxílio - o que o primeiro-ministro José Sócrates descreveu como o "último recurso" - mas finalmente admitiu que não poderia financiar sozinho a dívida pública.

Diferentemente de outros países, não houve qualquer estouro de bolha em Portugal. O que houve foi um processo gradual de perda de competitividade, com o aumento dos salários e redução das tarifas de exportações de baixo valor da Ásia para a Europa. Enfrentando um baixo crescimento econômico, o governo português tem encontrado dificuldades para obter a arrecadação necessária para arcar com os gastos públicos. Os gastos do governo têm sido relativamente altos, devido em parte a uma sucessão de projetos caros - especialmente de melhora no setor de transportes, tendo em vista o aumento da competitividade. Assim, quando estourou a crise financeira global, Portugal passou a enfrentar uma grande dívida pública, que ficou cada vez mais difícil de ser financiada.

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