HISTÓRIA DA LUSITÂNIA - CRONOLOGIA

1.000.000a.c. -Os primeiros recolectores do grupo homo erectus aparecem na Península Ibérica e na Lusitânia.

600.000a.c. -Paleolítico, primeiros povos pré-históricos desenvolvidos depois dos começos da última glaciação estabelecem a cultura acheulense na Lusitânia e parte da Ibéria.

500.000a.c. -Primeiros povos da cultura abbevillense estabelecem-se na Lusitânia e parte da Ibéria vindos do Mediterrâneo.

100.000a.c. -Termina o Paleolítico antigo. Aparecem os primeiros povos caçadores pertencentes ao homem do neandertal.

40.000a.c. -Termina o Paleolítico médio. Vestígios industriais são encontrados no litoral Lusitano.

20.000a.c. -Segundo alguns entendidos, uma tribo Ibérica da raça Mediterrânica (Atlantes) chega à América do Norte.

18.000a.c. –Solutrense médio-antigo. As gravuras no vale do Côa (norte da Lusitânia) são a prova mais marcante da presença humana mais antiga no território Lusitano. 

15.000a.c. -Os últimos descendentes directos do homem de Cromagnon do Paleolítico (e sucessores mesolíticos) estabelecem-se na Ibéria antes da chegada dos neolíticos. Esses descendentes, Lusitanos e Vascões, ainda conseguem conservar sua língua original mesmo depois de se misturarem com outros povos invasores Escitas (no caso Luso) e Aquitanos (no caso dos Vascos).

12.000a.c. -Os Aurignacianos, os antepassados dos Iberos, desenvolvem a sua cultura.

10.000a.c. -Primeiras populações Capcenses chegam à Lusitânia. Uma tribo da Atlântida chega à Península Ibérica, misturando-se com os nativos Iberos.

8,498a.c. -Destruição da Atlântida depois dum grande catalicismo natural provocado pelos próprios habitantes da ilha-continente. 

8.000a.c. –Mesolítico; Primeira grande invasão e migração de povos e tribos Ibéricas, aparentados com os Berberes, que vindos do Norte de África, chegam à Península Ibérica e superam a pouco e pouco a raça nativa mediterrânea da Ibéria.

6.000a.c. -Começo da Cultura Cónia (Ibérica) na região sul da Lusitânia e invenção da escrita ibérica do povo real. As populações que viveram em cabanas começam a construir casas de pedra, usam adornos e enterravam os seus mortos na posição fetal.

5.000a.c. –Neolítico; Segunda grande vaga de povos Iberos, desta vez um ramo tardio e aparentado dos Cáucaso-Georgianos, vindos do Cáucaso norte através do norte de África instalam-se no sul da Península Ibérica, empurrando os primeiros povos Iberos invasores para o extremo norte da Península. Desenvolvimento da Agricultura.

4.000a.c. –Megalítico. Primeiras antas, menires, cromeleques, castros e citânias começam a aparecer até ao século III ac. Aparecimento da Primeira Civilização original na Lusitânia. Os primeiros Túrdulos chegam à Lusitânia. Fundação de Portimão pelos Cónios.

3.500a.c. –Os Iberos constroem em toda a Ibéria os primeiros monumentos magalíticos; antas, cromeleques, dólmens, ménires, etc.

3.100a.c. –Idade do cobre; Desenvolvimento da Religião na Lusitânia.

3.000a.c.- Apogeu da civilização dos Cónios (Konii). Tribos ibéricas chegam às ilhas Britânicas e constroem monumentos megalíticos, como Stonehenge, entre outros.

2.344ac. -Os Cónios unificam o Reino Real no extremo sul da Lusitânia e a sua civilização atinge o apogeu no sudoeste da Ibéria. 

2000a.c. –Idade do Bronze; Povos vindos por mar do Mediterrâneo Oriental, aparentados com os Hitita-Anatólicos, misturam-se com as populações nativas Ibéricas. Revolução Urbana.

1897a.c. -Lacóbriga (Lagos) é fundada pelo lendário rei Brigo.

1906a.c. -O rei Calaico Brigos funda a cidade de Bragança.

1550a.c. -Dá-se o desenvolvimento da Cultura de El Argar, no sudoeste da União Ibérica. Os Liguses (Lygia) povo aparentado com os Ibero-Ligures chegam à Ibéria através do norte de África.

1304a.c. -Ponte de Lima é ocupada pelos Gregos. 

1300a.c. -Os primeiros povos Indo-europeus auto-denominados Lusitanos chegam à Lusitânia (ainda não unida num Estado central, mas constituída por tribos e cidades-estados autónomas e independentes entre si) e ao Ocidente da Ibéria vindos da Anatólia e Europa Central através dos Pirinéus.

1200a.c. -Os Fenícios chegam à Lusitânia e fundam Lisboa (Olisipo ou Olisipuna) na costa litoral sul do país de Ofiúsia.

1150a.c. -Povos Licianos vindos por mar do Oriente (sul da Anatólia) instalam-se no litoral Lusitano e misturam-se com os povos nativos Iberos e Lusitanos.

1000a.c. -Povos Celtas pertencentes à cultura de Hallstatt entram na Ibéria pelos Pirinéus, trazendo a fundiçaõ do ferro e a fabricação de armas do mesmo metal. No final da Idade do Bronze, começa na Ibéria a concentração das populações em aldeias, e a fortificação dos castros na Lusitânia. Fundação da colónia de Agadir (Gades ou Cádiz) pelos Fenícios no sul da Ibéria.

950 a.c. -Penetração em toda a península Ibérica de povos proto-Indo-europeus pertencentes à Cultura dos Campos das Urnas. Os últimos povos Iberos chegam à Ibéria vindos do Cáucaso e depois de atravessarem o norte de África. Os Estremínios estabelecem-se na costa da Lusitânia.

900 a.c. -Início da Era Lusitana. Lysus é escolhido como o primeiro rei unificador dos Lusitanos e do primeiro Estado centralizado na Lusitânia. Os primeiros povos Celtas também chegam à Lusitânia e à Ibéria.
850 a.c. -Os Liguros do mediterrâneo norte (sul da Gália) de pele morena e forte compleição baixa numa última vaga migratória voltam à Península Ibérica trazendo o fabrico do bronze.

800 a.c. –Idade do Ferro; Apogeu Cultural da Civilização Cónia, antecessora de Tartessos. Invasão de povos Indo-Europeus chega à Lusitânia.

750 a.c. -Os primeiros povos Indo-Germanos chegam à Ibéria.

700 a.c. -Na Primeira Idade do Ferro, os Fenícios fundam Abul (Alcácer do Sal) na Lusitânia. Chegada dos primeiros povos gregos à Ibéria. Os Saefes celtas estabelecem-se no litoral da Lusitânia, expulsando quase totalmente os Estremínios.

654 a.c. -Fundação da colónia de Iboshim (Eubusus ou Ibiza). Comércio com os povos do Vale do Ebro. Chegada dos últimos povos Ligures à Lusitânia.

600 a.c. -Uma tribo Lusa Indo-Europeia estabelece-se no seu actual território; mistura-se com os Lusitanos Ibéricos e funda um reino unido. Argantonio é declarado (último) rei de Tartessos. Última vaga de povos Celtas chegam à Ibéria. Os Cempsi e os Célticos (Keltoi) estabelecem-se no sul (Alentejo) da Lusitânia, e aliam-se aos Lusitanos.

500 a.c. –Tartessos perde o seu poder para Cartago. Final da gloriosa civilização de Tartessos. Os Turdetanos passam a gerir o país. Os Cynetes de língua Celta vencem os Cúneus (Cónios) e estabelecem-se na costa sul da Lusitânia (Algarve).

580 a.c. -Fundação da colónia de Emporion pelos Gregos Focenses.

535 a.c.-Na batalha de Alalia, os Tartessos e seus aliados Mainake são derrotados pelos Fenícios de Gadir.

533 a.c. -O Reino de Tartessos é destruído pelos Fenícios.

500 a.c. -Povos Celtas das últimas vagas chegam à Ibéria. O povo Túrdulo (aliado dos Celtas) vindo do sudoeste de Hispânia chega ao noroeste litoral da Lusitânia.

480 a.c. -Mercenários da península Ibérica (Iberos, Celtiberos e Celtas) participam na batalha de Hímera.

460 a.c. -Dá-se início a uma forte expansão dos Cartagineses (de Tiro) no sul da Ibéria.

450 a.c. -Início da epigrafia Ibérica. Começo da Iberização do vale médio do Ebro.

400 a.c. –Os Iberos fundam o primeiro reino unificado na Transcaucásia (partes da actual Geórgia e Arménia).

300 a.c. -Chegada dos primeiros Cartagineses de origem fenícia à Ibéria e Lusitânia.

238 a.c.- Portus Hannibalis torna-se a primeira cidade púnica mais importante no Reino dos Cónios.

237 a.c. -Amílcar Barca desembarca em Agadir para iniciar a conquista do sul da península Ibérica. Mais tarde consegue recrutar mais de cento e cinquenta mil mercenários para combaterem nas suas tropas contra Roma.

228 a.c. -Roma e Cartago fixam o rio Ebro como fronteira das suas zonas de influência. Asdrúbal, genro de Amílcar casa-se com uma princesa Ibérica e funda a cidade de Qart Hadasht (Cartagena). Contam-se cerca de vinte mil escravos ibéricos a trabalharem nas minas de prata de Nova Cartago. 

221 a.c. -Vitórias de Aníbal sobre os povos celtas (Carpetanos) do centro da península Ibérica. Hasdrubal é morto por um mercenário Céltico.

219 a.c. -Aníbal conquista a cidade Ibérica de Arse (batalha de Saguntum) depois de derrotar os Iberos aliados dos romanos.

218 a.c. -Os romanos desembarcam na Ibéria. Começa a Segunda Guerra Púnica, com uma grande participação de mercenários Ibéricos. Batalha de Kissa, os Cartagineses são derrotados, juntamente com um exército Lusitano; em Cesse, o povo Ibérico mais poderoso, os Ilergetes aliados dos Cartagineses, vencem os Romanos. Atanagro, a capital dos Ilergetes é ocupada provisoriamente por Roma. 

217 a.c. -Os Romanos submetem e conquistam algumas regiões e territórios na península.

216 a.c. –Mercenários Lusitanos e Celtiberos aliados dos Cartagineses vencem os romanos na batalha de Cannas em Itália.

211 a.c. -Os Ilergetes e os Suessetanos unem-se contra os Cartagineses.

209 a.c. -Roma anexa parte da Hispânia, mas não a Lusitânia, e divide-a em duas províncias: Hispânia Citerior e Hispânia Ulterior. Os chefes e caudilhos do povo ilergetes, principalmente Indíbil e Mardonio revoltam-se contra a ocupação Romana. Roma conquista Cartagena aos Púnicos-cartagineses.

208 a.c. -Batalha de Baecula (Bailen), os Púnico-Cartagineses são derrotados. Os ilergetes e suessetanos voltam-se a aliar com os romanos. Os ilergetes ocupam o território dos Sedetanos e parte dos Suessetanos.

206 a.c. -Os romanos expulsam o exército Cartaginês da península Ibérica.

205 a.c. -Os romanos ocupam e conquistam Olisipo, fundada pelos fenícios mas na altura território dos Saefes.

201 a.c. -Fim da Segunda Guerra Púnica.

200 a.c. -Os Vacones aliam-se aos romanos. Os Vascones e os Iacetanos vencem os Suessetanos.

197 a.c. -O territória da Lusitânia independente está ainda fora do controle de Roma.

195 a.c. -Campanha do consul romano Catão contra os Celtiberos.

194 a.c. -Data que marca oficialmente o início das guerras entre Lusitanos e romanos, muito embora já se registassem conflitos nos anos anteriores. Os Lusitanos fazem incursões militares, com a sua Cavalaria e Infantaria no Vale do Guadalquevir. Atacam a Ulterior, mas são derrotados em Ilipa. No Vale do Bétis eles são confrontados pelas tropas romanas de Scipio Nasica.

193 a.c. -Registam-se os primeiros combates entre lusitanos e os invasores romanos. Começa a Primeira Guerra Lusitana que irá durar cerca de 2 anos. Os Lusitanos começam as suas lutas de libertação até à derrota e expulsão dos romanos ocupantes. Durante quase 50 anos os romanos não põem o pé em solo Lusitano. O Império Lusitano ou os territórios exteriores da Confederação dos Povos Lusitanos durante algumas décadas, vai começar a ter a sua extensão máxima e riqueza como nunca antes tivera. Os romanos atacam outros povos, como os Vaqueus, Vetões e Celtiberos, vencem-nos e capturam o rei Hilermo. Sexi (ou Almuñecar) no Vale do Bétis, Conistorgis, Arse (ou Saguntum), Lyko, Baikor, Gibraltar, Oikile (ou Ocilis) no norte de África, entre outras, são conquistadas por Cauceno.

190 a.c. -Os Lusitanos derrotam o pretor da Ulterior, Lúcio Emilio Paulo, e matam seis mil legionários romanos, na Bastetânia, junto a Lyko.

189 a.c. -As legiões de Roma vencem importantes batalhas contra os Lusitanos,

188 a.c. –O pretor C.Atilio combate os Lusitanos. Sublevação de Celtiberos contra os romanos.

187 a.c. -Sublevação dos povos Lusitanos no sul contra os romanos.

186 a.c. -Os romanos vencem um exército Lusitano perto da cidade de Hasta Régia, onde morre Caio Attínio.

185 a.c. -Vitórias dos exércitos dos pretores Lúcio Quíncio Crispino e de Gaio Calpúrnio Pison com vinte e quatro mil homens sobre os Lusitanos e os Celtiberos.

182 a.c. -Primeira Guerra Celtibera; o maior exército Celtibero conhecido com mais de 35 000 homens combatem contra os romanos.

181 a.c. -Grande sublevação dos Celtiberos e aliados Lusitanos contra os romanos.

180 a.c. -Nasce Viriato, o primeiro grande guerreiro e líder Lusitano (e primeiro iberista convicto) na localidade do Folgosinho, segundo os nossos últimos estudos. T. Sempronio Graco faz render cento e cinco praças e cidades, dizimadas e esgotadas pela guerra.

179 a.c. -Fim da Primeira Guerra Celtibera; T.Semprónio Graco, pretor da Citerior e L.Postúmio Albino da Ulterior derrotam Lusitanos e Vaceus.

178 a.c. -O general T. Semprio Graco funda a cidade romana de Gaccurris.

171 a.c. -Uma embaixada de Ibéricos dirige-se ao Senado de Roma para se queixar da instabilidade e injustiça dos administrativos romanos. 

169 a.c. -Fundação de uma colónia romana em Córdova.

167 a.c. -Tiberius Semporius Gracus faz um tratado com alguns povos de Hispânia. Seguindo-se um curto período de paz. A Lusitânia continua fora do controle romano.

165 a.c. –Os Lusitanos fazem mais uma vez a guerra contra os romanos, motivada por interesses económicos, durante o consulado de Publio Sipeão Nasico.

163 a.c. -Começa a decadência do Império Lusitano. Os romanos aproveitam e começam os seus ataques contra o território Lusitano, com uma implacável força que irá levar à destruição das cidades, campos e recursos do país.

162 a.c. –Nasica e Gigulo derrotam novamente os Lusitanos.

156 a.c. –Recomeçam as guerras de Roma contra os Lusitanos.

155 a.c. -Grandes vitórias dos Lusitanos. Começa a Segunda Guerra Lusitana contra os romanos, durará vinte anos. Uma grande coligação de povos Lusitanos, Vetões e Celtiberos fazem a guerra contra Roma nos territórios da Lusitânia. Expedição de Lusitanos e Vetões, dirigidos por Púnico e Caisaros, contra os Bástulos (ou Blasto-Fenícios) conquista entre outras, a cidade actual de Gibraltar.. Derrota do pretor Manilio frente aos Lusitanos chefiados por Púnico. Os Fenícios da costa Mediterrânea pedem ajuda a Roma para enfrentar as forças dos exércitos Lusitanos chefiados por Cauceno.

154 a.c. -Os Lusitanos com Púnico à frente comandando a resistência, vencem o pretor Calpúrnio. Dá-se uma migração para sul de milhares de milhares de Lusitanos, por razões económicas.

153 a.c. –Césaro (ou Caisaros) sucede a Púnico e vence o pretor Lucio Mummio, matando nove mil homens. Os Cuneus (Cónicos) tornam-se súbditos de Roma. Aliança Lusitana entre Púnico, Caisaros, Caunceno e os Vetões; os Lusitanos chefiados pelo sucessor de Caisaros, Cauceno, invadem a Cinéticum e conquistam no sul a cidade real de Conistorgis, capital dos Cónios. O chefe Luso Cauceno estabelece o seu quartel-general em Ocila (Arzila), no norte de África, junto dos seus aliados Berberes e Numidas. Começa a Segunda Guerra Celtibera contra os romanos. Roma começa a ressentir-se da estratégia imposta na península Ibérica.

152 a.c. -O cônsul M. Cláudio Marcelo negoceia a paz com os Celtiberos. O pretor Marco Atílio, governador da Hispânia Ulterior entra e conquista a maior cidade da Lusitânia, a capital Oxthracas (ou Oaxthraca) matando 700 lusitanos.

151 a.c. -Lúcio Licínio Lúculo extermina a população de Cauca. Lúcio Múmio perde nove mil homens contra os Lusitanos. Mas, Sérgio Sulpício Galba é derrotado pelos Lusitanos e refugia-se em Conistorgis. E como sua grande vingança, iludindo os Lusitanos, engaba-os num falso tratado de repartição de terras, em que chacina nove mil lusitanos e vinte mil são vendidos como escravos para a Gália. São degoladas trinta mil pessoas.

150 a.c. –Lúculo saqueia a Lusitânia. Galba é julgado pelo massacre dos Lusitanos, por esse crime, no entanto, é absolvido a troco de dinheiro, e cinco anos depois é premiado com o título de cônsul. O pretor Lucio Emilio Paulo impõe um cerco à povoação de Monsanto (Kinginea), cujo povo resiste durante 7 anos, mesmo vencidos pela fome e pela sede recusam-se a entregar as armas. A Lusitânia é parcialmente conquistada pelo Império Romano. Viriato começa a liderar os Lusitanos nas guerras contra os romanos.

149 a.c. -Luculo mata numa só vez num só dia mais de quatro mil homens Lusitanos desarmados, e penetrando no coração da Lusitânia, numa guerra de extermínio, devasta região por região, cidade por cidade, e aldeia por aldeia.

147 a.c. -O pretor Vetílio vence os mais de dez mil Lusitanos que atacavam a Turdetânia. O novo chefe Lusitano Viriato é eleito pelos chefes das tribos e clans, comanda os dois corpos autónomos do grande exército Lusitano (a infantaria e a cavalaria), toma a chefia da guerra contra as forças ocupantes romanas, vence Vetílio (Vetíluio) em Tríbola. Viriato conquista Segobriga, após o qual faz um sangrento sacrifício ritual Sautrámani; vence também o pretor Cláudio Unimano, governador da Hispânia Ulterior. Púnico morre junto às Portas de Hércules na Bética, devido a uma pedrada vinda duma cidade sitiada. Viriato toma Toletum capital da Carpetania.

146 a.c. -O chefe lusitano Viriato vence o questor C.Plâncio na Carpetânia, toma Segobriga, vence um exército de 5000 Titos e Bellos em Carpesso e com 300 soldados (contra mil romanos) derrota Cláudio Unimano em Campo de Ourique, o governador da província da Citerior. Mais tarde, Viriato domina toda a província Ulterior. Calpurnio é derrotado pelos Lusitanos perdendo 6000 soldados romanos. Fim da aliança militar entre Lusitanos e cartagineses, devido à queda de Cartago.

145 a.c. -Caio Nigídio é vencido pelos exércitos de Viriato; chegada à Hispânia do cônsul Q. Fábio Máximo Emiliano.

144 a.c. -Viriato é derrotado no vale da Bétis por Q. Fábio Máximo, e refugia-se em Baikor.

143 a.c. -Paz relativa na Meseta Celtibera. Começa a guerra Numantina. Vitória de Q. Cecílio Metelo na Celtibéria Citerior. Os romanos tomam Nertobriga, Centobriga e Contrebia. Viriato cria uma posição forte em Tucci, depois de um tratado com as tribos montanhesas. Os Belos, aliam-se a Roma contra os Lusitanos de Viriato; mais tarde, os bellos unem-se aos Arévacos contra os romanos. Viriato derrota Q.Pompeu e Quíncio. Fabio Maximo Aemiliano é derrotado na actual Beja.

142 a.c. -Viriato é também aclamado chefe dos Celtiberos e Numantinos. Metelo ataca traiçoeiramente os Vaqueus, que recolhiam o trigo. Viriato fortifica Tucci e derrota o cônsul Lucio Cecílio Metelo Calvo.

141 a.c. -Q. Pompeu fracassa os seus ataques a Numância e Termância. Q. Fábio Máximo Serviliano chega à Hispânia e toma cinco cidades na Betúria, mas é atacado por Cúrio e Apuleio, mais tarde é derrotado pelos Lusitanos e firma-se a paz.

O exército Lusitano desorganiza-se, dividindo-se em grupos chefiados por desertores romanos e tiranos locais. Seviliano vende nove mil e quinhentos lusitanos como escravos. Dois desertores romanos, Curio e Apulayo comandam um exército de 10000 Lusitanos e derrotam Q.Fabio Maximo.

140 a.c. -Viriato consegue a sua mais espectacular vitória militar à frente da resistência Lusitana, ao cercar o poderoso exército de Fábio Máximo Serviliano, que destroçou. Entre outras cidades, conquista Arzuafa (ou Badajoz), Tríbola (Serrama de Ronda), Segobriga, Erisana (importante cidade Cónia), etc. E consolida o seu poder na Beturia e na Turdetânia. Mais tarde recebe o título de “amicus populi romani” (amigo do povo romano). Nova derrota de Pompeu em Numância. Durante a campanha contra a Numância os romanos cortam as mãos a quatrocentos jovens da cidade de Lutia. Também decepam as mãos a todo o exército de Cannola. Roma rompe o tratado com Viriato.

139 a.c. -Pompeu afirma a paz com os Numantinos e impõe-lhes um tributo de trinta talentos de prata. O Senado romano rompe o tratado de paz com Viriato e ordena a Ponpílio Lenas que rompa também o acordo com os Numantinos. Viriato refugia-se no Monte de Vénus (Gardunha). Negociações com Quinto Servílio Cipião, apesar deste castigar as populações locais. 

138 a.c. -Termina a Segunda Guerra dos Lusitanos. É assassinado Viriato ao fim de onze anos a comandar os exércitos lusitanos, caiu pela traição dos seus lugar-tenentes Audax, Muniro e Ditalco (celtas da Bética que anteriormente tinham ganho experiência ao serviço como mercenários nas legiões romanas) vendidos a Roma, a mando de Q.Servilio Cipião. Os exércitos Lusitanos refugiam-se no monte Vénus,e elegem o último grande chefe (rei) dos Lusitanos, Tautalo. Este, depois de derrotado em Sagunto, faz um pacto com Q. Servílio Cipião. Devido à devastação de povoações lusitanas, antigos soldados de Viriato, para fugirem da fome e da miséria, ajudam a fundar Valência. Décimo Junio Bruto, procônsul da Citerior, vence os Lusitanos e os galaicos que se tinham unido.

A cidade de Olissipo, aliada dos romanos, envia milhares de homens para combaterem nas legiões contra as tribos celtas do noroeste.

137 a.c. -Dá-se a batalha do Douro, sob a campanha de Décimo Junio Bruto, os romanos matam cinquenta mil habitantes inocentes e fazem seis mil prisioneiros como escravos. Dos sessenta mil combatentes das vinte e quatro tribos de Bracara derrotadas, só escaparam quatro mil.

136 a.c. -Décio Júnio Bruto, procônsul da Ulterior, vence os Lusitanos e os Galaicos e toma Talabriga. São destruídas trinta cidades e povoações por Bruto na Lusitânia. A guerra contra Numância mantém-se. Um exército Galaico de 60.000 homens em auxílio dos Lusitanos é derrotado por Junio Bruto.

135 a.c. -A situação política e militar dos romanos na península é caótica, só conseguem sobreviver aliciando as famílias mais ricas do litoral. Criando artificialmente divisões entre os povos ibéricos para reinar. 

133 a.c. -Fim da Segunda Guerra Celtibera contra Roma. Submissão e destruição da cidade Celtibera (dos Arévacos) de Numância com Cepião a liderar 60.000 legionários durante o seu holocausto, e fim da última guerra numantina.

132 a.c. -Registam-se alguns conflitos entre Lusitanos e romanos. Depois, começa um período de paz na Península Ibérica.

114 a.c. -Caio Mário vence os Lusitanos e domina a província da Hispânia Ulterior e praticamente toda a Lusitânia.

112 a.c. –Regista-se uma efémera vitória dos Lusitanos. O pro-consul Caepurnio (Lucio Calpurnio Pisão Frugi), derrota os Lusitanos na Bética, mas morre na batalha.

111 a.c. -Os Lusitanos vencem uma efémere batalha contra os romanos.

109 a.c. -Última Guerra Lusitana contra o Império Romano, durante 16 anos, com vários levantamentos dos Lusitanos pela liberdade, registam-se algumas pequenas sublevações da guerrilha lusa até sermos vencidos pelo procônsul romano Quinto Servilio Cepião.

105 a.c. –Um exército romano é derrotado pelos Lusitanos; trata-se da última grande vitória dos Lusitanos contra Roma. Construção da ponte de Alcântara hoje em território Lusitano ocupado por Espanha, pelas últimas onze tribos da Confederação dos Povos Lusitanos.

104 a.c. –Revolta e rendição da tribo dos Seano em território Lusitano ao governador da Ulterior, Lúcio Cássio. Cimbrios e Teutões, povos germânicos do Báltico, invadem a península Ibérica depois de derrotarem 80.000 romanos, mas eles são derrotados pelos Celtiberos e retrocedem para a Gália. Confirmado o Pacto de Alcântara pelos povos da Federação Lusitana.

103 a.c. –O pretor romano Lucio Emilio Paulo toma de assalto Monsanto (Cinaria) após um cerco de sete anos.

102 a.c. –Rebelião Lusitana contra o domínio de Roma. M. Mário ataca os Lusitanos que ainda resistem nas montanhas do território Ibérico.

101 a.c. -Continuação da rebelião Lusitana contra os romanos.

100 a.c. -Esmagamento das rebeliões lusas contra o domínio romano. Os Iacetanos são derrotados pelos vascones.

99 a.c. -Últimas grandes revoltas dos Lusitanos contra Roma. Fim da grande rebelião Lusitana contra Roma.

98 a.c. –Lúcio Cornélio Dolabela triunfa sobre as últimas povoações ainda livres dos Lusitanos.

97 a.c. –O general romano Públio Licínio Crasso derrota de novo os Lusitanos que atacavam a região Bética. 

94 a.c. –Outra rebelião lusitana contra os romanos. No último grande levantamento dos Lusitanos na última Guerra contra o Império Romano, milhares de Lusitanos são dominados e mortos pelo procônsul Publio Licínio Craso. Fim das guerras contra os Lusitanos e os Celtiberos.

83 a.c. –O romano dissidente Sertório é nomeado pretor da Hispânia Ulterior. Mais tarde consumado o seu afastamento por Roma, Sertório é convidado pela exausta resistência Lusitana a chefiá-los.

80 a.c. –O romano Sertório refugia-se na Mauritânia. Os Lusitanos enviam-lhe embaixadores e convidam-no como desertor romano, que os chefie na guerra contra Roma, devido à desunião dos caciques locais. Sertório regressa à Ibéria e comanda os exércitos ibéricos aliados e um luso de mais de 5.000 homens.

78 a.c. -Começam as guerras Sertorianas. O romano Pompeu nas suas lutas contra Sertório vende como escravos os habitantes de oitocentos e setenta e seis lugares e núcleos populacionais lusitanos.

72 a.c. -Acabam as guerras Sertorianas. Sertório é assassinado pelos seus lugar-tenentes Perpena e Tarquício. Os Vascos aliados de Roma, derrotam os Celtiberos e apropriam-se do seu território.

70 a.c. - A partir de uma base militar romana instalada em Scalabis (Santarém) é fundada em 40 a.c. a primeira (e única) colónia romana instalada em território nativo Lusitano, por imigrantes temporários vindos de Roma e Itália.

61 a.c. – J.Cesar conduz uma expedição naval às costas da Calécia.

60 a.c. – César conquista Medubriga, uma das últimas cidades serranas Lusitanas a resistir à ocupação romana da Lusitânia. 

53 a.c. – Marco Petreius comanda duas legiões romanas no leste da Lusitânia, para acabar com os focos da resistência Lusitana.

48 a.c. – Depois da tribo Medobrigense atacar uma legião romana Gaio Cassio Longinus conduz pessoalmente uma campanha contra esta tribo lusitana dos Medobrigenses de Medobriga no norte, que após se levantaram contra a ocupação romana refugiam-se na Serra da Estrela.

29 a.c. -Começam as guerras Cantábrias entre os Cantabros e os romanos. Coligados com os Astures e Vacceos, os Cantabros são vencidos pelas legiões romanas de Statílio Tauro.

27 a.c. -Augusto pacifica toda a Hispânia de uma vez por todas, excepto a resistência Lusitana das montanhas do interior. É Ibéria ocupada é dividida oficialmente em três províncias romanas: Lusitânia, Bética e Tarraconense. É fundada por imigrantes temporários romanos e italianos a segunda (e última) colónia romana em território hoje de Portugal, Pax Iulia (Beja), a partir de uma base militar ofensiva contra os territórios do sul da Lusitânia.

26 a.c. - Roma consegue finalmente subjugar todas as tribos e controlar todo o território da Lusitânia.

25 a.c. -Última derrota e pacificação definitiva do território Lusitano que perde definitivamente a independência, na conquista da Lusitânia por Roma. Imigrantes temporários e permanentes romanos e italianos fundam a colónia de Emérita Augusta (Mérida) em território Vetão como capital da província romana da Lusitânia ocupada.

24 a.c. –Augusto numa campanha militar pacifica toda a Ibéria.

19 a.c. –Total submissão da Lusitânia sob Roma. Acabam as guerras Cantábras (29-19 a.c.) com a vitória do imperialismo Romano.

16 a.c. – Após a total ocupação da Lusitânia pelos romanos, Augusto cria oficialmente a província romana da Lusitânia e da Vetónia.

1 a.c. – Cinania é a última cidade a resistir contra a ocupação romana da Lusitânia.

Ano 0 - Começa o período negro da História da Lusitânia e da Ibéria, a Cultura, a Religião e a Língua são interditas oficialmente pelo invasor Romano, por um período de cerca de dois mil anos. A Lusitânia teria na altura um milhão e meio de habitantes contra um total de seis milhões em toda a Ibéria.

1 – A Lusitânia e as outras nações Ibéricas unem-se na resistência clandestina contra Roma e os seus lacaios.

10- Construção da ponte de Alcântara (hoje território lusitano sob ocupação espanhola) como principal veio do sistema viário das rotas comerciais da Lusitânia pela Federação de dez tribos lusitanas. Foram elas; os Igaeditani, os Lencienses oppidani, os Talores, os Intermienses, os Colarni, os Meidubrigenses, os Arabrigenses, os Banienses, os Paesuri e os Ocelenses ou Lancienses transcudani.

100 - Os Mauri, vindos do norte de África, atacam o sul da península Ibérica.

200 - No Tratado de Alcântara, as dez tribos principais membros da Confederação da União Lusitana, fazem um pacto de modo a ganharem autonomia política face ao Império Romano então em decadência. Assinam o pacto onze tribos: os Aravos (Aravi), os Arabrigenses, os Banienses, os Coilarni (Colarni), os Igaeditanos (Igaeditani), os Interamnenses, os Lancienses Oppidani, os Lancienses Transcudani, os Meidubrigenses, os Paesuros (Paesuri) e os Taloros (Talores).

264 - Dá-se a primeira invasão dos Suevos na Hispânia romana. Os povos Quaquernos e Equesos combatem contra os Suevos.

303 – O Imperador Diocletiano ordena a perseguição aos Cristãos.

400 - Os povos germânicos (cerca de 300 mil Suevos e Vândalos Asdingos, mais algumas centenas de Burgúndios aliados) empurrados pelos Hunos na Europa Central, entram na Ibéria e atacam na Calécia.

407 - A dinastia Suábia do povo suevo instala-se na Galécia por cerca de 200 anos, até ao ano 585 quando são derrotados pelos visigodos.

409 – Os Alanos conquistam a Beira litoral, a Estremadura e Olissipo aos romanos.

411 -Os Alanos vindos do Cáucaso e sob pressão dos Hunos, atacam e derrotam os romanos da Lusitânia. Os Visigodos assinam uma aliança com Roma, que os habilita a estabelecer uma federação na Hispânia.

416 -Os Suevos vindos da Calécia ocupam a Lusitânia. Os Visigodos aliados e chamados pelos romanos, atravessam os Pirinéus e invadem a Ibéria com cerca de 200.000 mercenários, e atacam os outros povos germânicos na Península Ibérica. Depois de ferozes combates e guerras, cerca de 10.000 godos estabelecem-se na Lusitânia.

419 -Os Godos saqueiam Lisboa após uma tenaz resistência por parte dos seus habitantes.

448 - O rei suevo bárbaro Réquila depois de submeter violentamente os nativos calaicos em 438, morre nesta data quando tentava conquistar a capital da Lusitânia. O seu filho já convertido ao catolocismo continua com o saque e a destruição das Terras Lusas durante mais alguns anos.

453 -Os Suevos conquistam Lisboa. Duas tribos lusitanas coligadas no norte do Douro, combatem e são derrotados pelos Suevos. 

456 -Os Visigodos derrotam os Suevos na Lusitânia. 

459 -Os Suevos contra-atacam e saqueiam várias povoações ocupadas pelos Godos na Lusitânia.

467 -Os Suevos saqueiam e destroiem Conimbriga.

470 -Os Visigodos senhores de toda a Lusitânia e quase toda a Ibéria, numa reforma administrativa extinguem oficialmente a Província romana da Lusitânia e Vetónia. Contudo o topónimo Lusitânia como região persiste a nível religioso até pelo menos ao ano 656.

476 -Queda do Império Romano do Ocidente.

500 –Morre na Serra da Estrela o último falante do antigo Lusitano.

554 -Durante as campanhas de Justiniano, o sul de Hispânia e parte da Lusitânia, caiem nas mãos do Império Bizantino. 

585 -Os visigodos derrotam completamente os Suevos.

586 -O primeiro rei Visigodo Recaredo é coroado.

600 –No início da Idade Média, os nomes “Lusitano” e “Lusitânia” começam a ser esquecidos por imposição do poder estrangeiro (romano-germânico) ligado à Igreja de Roma e à Monarquia Visigótica estabelecido na Lusitânia.

623 -Os Visigodos conquistam o último bastião de Bizâncio na Lusitânia.

711 -Os povos Hamitas (berberes e mouros) e Semitas (árabes) norte-africanos de religião Islâmica atacam a Lusitânia e a península Ibérica e conquistam-na quase toda em 6 anos. Os visigodos foram derrotados, não porque os muçulmanos fossem muitos, mas por uma outra razão perfeitamente natural e compreensível, não tinham apoio da população nativa. Embora a aristocracia godo-germânica estivésse em guerra civil e dividida entre vários clãs, partidos e pretendentes ao trono do país que inventaram (e que só se mantia em pé e unido graças à Igreja de Roma e à repressão permanente) o principal motivo ou a razão para a queda e a derrota da Monarquia Visigótica foi este: O povo nativo Lusitano e todos os outros povos nativos ibéricos (mesmo os cristanizados) viam a elite e a administração visigótica como tirânica. Vivia-se em dois mundos diferentes. A população nativa era escravizada, tratados como gado e vítima de constantes massacres. Nenhum povo nativo ibérico (e não apenas os lusitanos) lutou ao lado dos Visogodos porque o Reino Visigótico só existia para as suas elites aristocráticas (guerreiros, senhores de terras e clero) que exploravam e massacravam os povos nativos. Os poucos invasores islâmicos triunfaram rapidamente, graças ao grande apoio que tiveram entre a população nativa Lusitanos e outros povos ibéricos fartos da repressão e dos constantes massacres perpetrados pelas elites godo-germânicas e a aristocracia godo-cristã (igreja inclusive) que lhes roubaram as terras e as obrigavam a pagar tributos insuportáveis. Alguns historiadores, sociólogos, antropólogos e outra comunidade científico-cultural não pertencente nem dependente ou mesmo anexada à Historiografia oficial portuguesa, reconhece que os Lusitanos, os povos nativos ibéricos ou qualquer outro povo do mundo, quando é vítima duma repressão violenta e opressão constante, e se vê subjugado a uma escravatura implacável ou privado da sua liberdade, vê qualquer exército invasor estrangeiro como libertadores, na esperança de conseguirem melhor vida e liberdade. O apoio entusiástico que muitos nativos Lusitanos deram aos exércitos islâmicos invasores (com quem tinham mais afinidades étnico-culturais do que com os senhores feudais germânicos), chegando mesmo em muitos casos a conmbaterem ao lado dos exércitos islâmicos, é perfeitamente natural em qualquer parte do mundo.

713 -O caudilho árabe-muçulmano Abdulaziz conquista a Lusitânia, cujo povo nativo farto de ser castigado pelos constantes massacres perpretados pela administração e a aristocracia "cristã" germânica, depressa se alia aos muçulmanos na luta contra a oligarquia visigótica. Os invasores islâmicos são vistos como libertadores. É alterada a designação da Lusitânia para Lugidania (nome arabizado) sob domínio muçulmano, sendo assim restaurada com um certo grau de autonomia política (mas com administração tradicional paralela e não oficial dependente da administração local muçulmana) ao contrário do que sucedeu sob domínio godo.

714 -Os bérberes, árabes e mouros conquistam Lisboa. Os mouros e bérberes árabe-islamizados, aliados com muitos nativos lusitanos (fartos dos constantes massacres e castigos godo-germânicos) na luta contra a nobreza visigótica (que mais tarde após a reconquista estaria na formação das elites portuguesas) e a Igreja de Roma (que vivia do despotismo da administração central), iniciam a sua política com a distribuição de terras aos camponeses dos povos nativos ibéricos,incluindo aos Lusitanos (tratou-se de uma verdadeira Reforma Agrária, talvez mesmo a primeira em toda a Europa), não só como forma de reorganizar a administração do novo poder e de manter a sustentabilidade económica em todo o território, como também, como recompensa pelo apoio que os povos nativos ibéricos e o Lusitano lhes deram na luta contra os antigos senhores godos cristãos e a antiga aristocracia romanizada.

716 -Os mouros e bérberes muçulmanos liderados pelos árabes islâmicos submetem totalmente a Calícia. O povo nativo calaico também severamente castigado pelos constantes massacres godo-suevos a que foi submetido durante séculos, vê os invasores como libertadores.

718 -Neste ano, Pelágio (ou Pelayo) lidera a chamada Conquista Cristã (ou Reconquista) da Península Ibérica que duraria oito séculos. Um grupo de godos liderados por Pelágio refugiados nas montanhas do norte aproveitam a desorganização dos muçulmanos e dão início à conquista de terras a sul do primeiro reino cristão da Ibéria, as Astúrias.

722 -Primeira grande vitória dos cristãos germanizados liderados pelo godo Pelágio na Batalha de Covadonga. 

753 -Fruela, herói cristão Galego da aristocracia de origem germânica, tenta a reconquista de Lisboa.

800 –Grande número de seguidores pagãos da antiga religião nativa Lusitana são cruelmente perseguidos. A Calécia torna-se cristã após derrotarem e expulsarem os Muçulmanos.

811 -Afonso tenta conquistar Lisboa.

851 -Ordonho tenta reconquistar Lisboa.

868 -Vimara Peres, um membro da aristocracia mestiça calaico-leonesa de origem germânica cria o primeiro Condado de Portucale, território que só abrangia parte do actual Minho e do Douro Litoral (aqui está a origem e o berço de Portugal), vassalo do Reino de Leão. Que seria incorporado na Galiza em 1071, perdendo assim a sua autonomia e existência. Pouco de depois têm lugar as primeiras incursões militares e invasões fronteiriças da Lusitânia, perpetradas por exércitos portugueses (calaico-portucalenses) e espanhóis (astur-leoneses) liderados por uma elite de origem estrangeira (franco-germânica). Os nativos lusitanos para não perderem as suas terras e casas sempre apoiaram e enfileiraram os exércitos islâmicos na defesa do território.

869 -A parte norte e a litoral da Lusitânia é palco de constantes batalhas, escaramuças e guerras pelo controle do seu território, os exércitos invasores (portugueses e espanhóis) não avançam muito e os exércitos islâmicos (apoiados pelos lusitanos, alguns deles cristãos) não recuam muito também. A região transforma-se do ponto de vista político-militar numa zona de guerra indefinida, com recuos e avançados, muitas cidades perdidas são reconquistas por ambos os lados.

878 -Os asturianos liderados pelo cristão de sangue germânico Hermenegildo Guterres ganham finalmente vantagem no terreno com a conquista de algumas posições e terras importantes e instituem o primeiro Condado de Coimbra, Marca militar ou zona tampão, palco de batalhas constantes, de derrotas e vitórias entre cristãos e muçulmanos, que se estendia para leste até Viseu, sob a dependência directa do condado de Portucale, vassalo de Leão.

930 - O nome de Portugal terá aparecido com regularidade a partir desta data para designar um território astur-galaico a norte do rio Douro, pertença da nobreza leonesa de sangue godo-francês. Contudo, no século V, por volta do ano 450 da Era Cristã, no Reino Suevo instalado na Calécia, Idácio de Chaves (Idacio Limica) um bispo hispano-romano nascido na actual província galega de Orense, filho de um funcionário do imperador romano Teodório, já escrevia o nome Portucale para designar um território a norte do rio Douro. Como se compreende pelos factos, o território de Portugal nada tem a ver com o da Lusitânia.

987 -O líder bérbere muçulmano Almançor (Al-Mansur) caudilho de Al-Andalus, reconquista Coimbra aos cristãos portugueses (calaico-portucalenses) e espanhóis (astur-leoneses), com o apoio da população nativa lusitana, então maioritariamente de religião islâmica ou pagã. O povo nativo lusitano vê mais uma vez nestes libertadores islâmicos, uma oportunidade de recuperar as suas terras roubadas pelos senhores feudais godo-cristãos e pela Igreja de Roma.

995 -Auge do Império Omíada na Península Ibérica liderado por Al-Mansur, que destrói o Condado cristão de Coimbra e liberta toda a Lusitânia, expulsando cristãos calaico-portugueses e leoneses, com o apoio da população nativa lusitana e de outros povos ibéricos vítimas da repressão godo-germânica dos "cristãos". Os nativos lusitanos veem nesta invasão uma oportunidade de recuperarem as suas terras roubadas pelas elites cristãs.

1000 - Desde a fundação do primeiro Condado Portucalense pela elite astur-leonesa de sangue gótico ou franco-germânico que está na origem da elite portuguesa, e até a esta data, milhares de milhares de nativos lusitanos, muito para além dos 100.000 (incluindo outros povos nativos que habitavam as suas terras a sul do rio Douro) terão sido mortos em sucessivos massacres, campanhas militares, batalhas, conquistas e guerras perpetradas e provocadas pelos exércitos portucalenses ou portugueses, e por outros pequenos exércitos privados pertencentes aos senhores de guerra e aos senhores feudais estrangeiros na conquista da Lusitânia e de outras terras nativas a sul do rio Douro. Os lusitanos em muitos casos sózinhos e desarmados noutros casos com a ajuda de pequenos exércitos berbere-muçulmanos terão lutado até ao limite das suas forças e resistência em defesa das suas terras (que numa inédita reforma agrária os árabe-bérbere muçulmanos terão devolvido aos nativos lusitanos), comunidades, aldeias e casas que terão sido destruídas ou roubadas pelos primeiros invasores e colonialistas portugueses. Estes factos ligados a massacres e pequenas batalhas que terão tido lugar regularmente nos primeiros anos da conquista hispano-portucalense (ou gótico-leonesa) das Terras Lusas sempre foram ignorados (porque demasiado incómodos) pela Historiografia oficial portuguesa, contudo e apesar de não existirem até agora documentos oficiais comprovativos e relacionados com estes mesmos factos, a Historiografia Lusitana não os poderá ignorar. Acrescentamos, que mais tarde, após a instauração do segundo Condado de Portucale e especialmente após a declaração da independência de Portugal face ao Reino de Leão, pelo primeiro rei francês de Portugal, os massacres, as guerras, as batalhas e os roubos de terras por parte dos exércitos portugueses (ou portucalenses) exclusivamente compostos por senhores feudais e mercenários de origem estrangeiro (embora alguns já tivessem nascido no Condado de Portucale fundado por leoneses de sangue maioritariamente franco-gótico) provocou nas Terras Lusas a sul do rio Douro, muitos mais mortos do que os iniciais 100 mil entre o povo nativo lusitano que defendia as suas terras, povoações, comunidades e casas destes invasores portugueses estrangeiros, muitas povoações e comunidades foram arrasadas, muitas terras ficaram desabitadas devido a estes massacres perpetrados pelos exércitos e bandos armados ao serviço das elites portuguesas.

1057 -Viseu, a cidade lusitana mais importante, depois de inúmeras conquistas e reconquistas territoriais de parte a parte, é reconquistada aos muçulmanos, mas é imediatamente perdida, pelos cristãos calaicos e leoneses franco-germanizados ao serviço do rei de Leão.

1058 -A cidade de Viseu na Lusitânia (ocupada e não reconhecida) é finalmente reconquistada pela última vez, depois de tantos revezes e perdas, pelo rei de Leão Fernando Mago, que logo inventa o segundo Condado de Coimbra, instalado em plena Lusitânia ocupada, como zona tampão ou Marca militar avançada no combate contra os serracenos e mouros islâmicos. 

1064 -Coimbra é reconquistada aos muçulmanos definitivamente, depois de inúmeras reconquistas e perdas. Começo de massacres constantes perpetrados por cristãos contra a população nativa lusitana de religião pagã ou de influência muçulmana.

1071 -O primeiro Condado de Portucale (primeira tentativa de uma elite dissidente de origem estrangeira de inventar Portugal) perde a sua autonomia e deixa de existir, ao voltar a incorporar-se na Galiza.

1093 -Afonso VI tenta conquistar a cidade de Lisboa.

1095 -Invenção do segundo Condado Portucalense ou de Portucale. Este feudo do rei de Leão Afonso VI foi nesta data oferecido a um mercenário francês (e aristocrata da Borgonha) de nome Henrique, que assim se tornaria de facto no primeiro soberano de Portugal. E com o apoio de uma parte da nobreza minoritária portucalense (ou portuguesa) de origem godo-germânica e de língua neo-latina sob influência astur-leonesa e apoiada por mercenários franco-flamengos e por uma seita dissidente cristã e com capital judeu, depois de alguns conflitos de interesses e duma guerra civil, seu filho tomaria o poder no norte da Calécia, que só alguns anos mais tarde, e após a conquista de terras a sul do Rio Douro, principalmente da Lusitânia e do Algarve, mudaria o nome para Portugal. 

1128 -A Monarquia portuguesa vence e substitui o poder espanhol (castelhano-leonês). Dom Afonso Henriques é coroado primeiro rei de Portugal.

1130 -A Igreja de Roma através do bispo (inglês) do Porto exorta o primeiro rei português a invadir e a ocupar definitivamente a Lusitânia ainda sob influência islamo-muçulmana, então liderada por mouros e bérberes, e com a colaboração de alguns nativos lusitanos de religião muçulmana, cristã ou pagã. A maior parte da população nativa lusitana de religião pagã, cristã e muçulmana, resiste à ocupação portuguesa e apoia os exércitos islâmicos. Na parte ocidental da região da Serra da Estrela (Lusitânia), na zona de Seia, um dos últimos focos mais importantes da resistência lusitana, os Lusitanos opõem uma tenaz resistência às forças invasoras portuguesas e dos seus mercenários franco-germanos que acabariam por os derrotar e roubarem-lhes as suas terras nativas. Segundo muitos historiadores que não seguem o registo da historiografia oficial portuguesa (onde nem todos os factos verdadeiros são revelados, só os mais convenientes), qualquer povo do povo, e o povo nativo Lusitano não é excepção, quando se vê espoliado dos seus bens ou quando lhes assaltam ou vêm roubar-lhes as casas e as terras, reagirá sempre, de forma a impedir que lhe roubem aquilo que é seu. Os portugueses e os espanhóis que invadiram a Lusitânia, ocupando terras que não lhes pertenciam fizeram isso mesmo. Sendo assim, é perfeitamente natural, pois que o povo nativo Lusitano (e outros povos nativos) tenham oposto resistência (organizada e desorganizada) aos invasores portugueses e a outros exércitos mercenários estrangeiros, que lhes roubaram aquilo que lhes pertenciam, liberdade, riquezas, terras, casas, gado, bens, que passariam ao longo dos séculos para as mãos dos senhores feudais estrangeiros (principalmente franco-flamengos) e da Igreja de Roma, que as elites portuguesas chamaram, em detrimento dos aldeões e camponeses nativos. Resumidamente, podemos dizer com segurança (mesmo sem o podermos confirmar nos dados oficiais) que, os nativos lusitanos lutaram (quer sozinhos e desorganizados, quer sob as ordens de líderes de exércitos muçulmanos) contra os portugueses e espanhóis, não em uma simples batalha, mas em dezenas de batalhas. A historiografia oficial portuguesa não diz tudo nem relata sempre toda a verdade dos acontecimentos (também é um facto "natural" em todo o mundo, são os vencedores que escrevem sempre a sua versão dos acontecimentos que se registam ao longo da história), ainda hoje, a história de Portugal, nega ou nada diz sobre o massacre do povo nativo lusitano que aconteceu em 1957 na aldeia lusitana do Colmeal, houve dezenas de mortos assassinados pela GNR fascista disseram alguns populares que viveram os acontecimentos e que conseguiram fugir ao massacre para localidades vizinhas, nenhum jornal português da época relatou este facto na altura, nenhuma notícia, nenhuma linha escrita. Ainda hoje, o Estado português nega e "esquece" este facto. Mas ele aconteceu. Quantos mais massacres contra uma população nativa, quantos mais colmeais aconteceram ao longo da história deste país e que foram apagados ou "esquecidos" para sempre...

1135 -O primeiro rei de Portugal, D. Afonso I (de sangue francês) conquista definitivamente Leiria aos sarracenos.

1137 -É assinalada a paz em toda a Lusitânia ocupada por Portugal e os seus aristocratas e reis franco-leoneses. Depois de vencida a resistência Lusitana, o poder dos portugueses é reconhecido oficialmente em todo o país e no estrangeiro. A Aristocracia portuguesa e a Igreja de Roma interditam a utilização do nome Lusitânia para designar a terra dos lusitanos.

1139 -Independência de facto de Portugal. Começa o período mais negro da história da Lusitânia ocupada por Portugal, que perdura até ao início do século XXI, a Nação Lusitana continua sem ser reconhecida pelas elites franco-germanicas portuguesas.

1142 -D. Afonso Henriques ou Afonso I, primeiro rei de Portugal, descendente de franceses, tenta conquistar Lisboa aos mouros e sarracenos maometanos, mas falha. 

1143 -A Santa Sé em Roma, reconhece o novo Reino de Portugal como seu vassalo e aliado, e apaga todo o passado histórico da Lusitânia até ao Renascimento tardio. 

1147 -O primeiro rei de Portugal Dom Afonso Henriques (descendente de franco-borgonheses) nascido na Calécia (Guimarães) conquista Santarém e depois, finalmente, com o seu exército de 5 mil homens (de cavaleiros leoneses e duma parte de elite calaica ou portucalense), conquista a cidade de Lisboa, com ajuda de 13 mil cruzados (maioritariamente germano-ingleses, mas também flamengos, franceses, normandos, escoceses, galeses, etc). Começa oficialmente as brumas da velha Lusitânia que dá origem a Portugal, nome adoptado culturalmente pela minoria aristrocrática e religiosa de origem germano-latina. Sem que contudo, desapareça o povo Lusitano que sobrevive até aos nossos dias.

1191 -Por esta época, quando o rei leonês Alfonso IX entregou ao bispado de Ciudad Rodrigo (Salamanca) os direitos sobre uma série de povoações incluídas em toda a Riba Côa, principalmente na actual zona raiana portuga-espanhola, verificou-se que o repovoamento das planuras entre os rios Côa e Huebra com gentes vindas do norte da península, principalmente galegos, (na parte portuguesa vizinha os reis e elites portuguesas de origem estrangeira deram preferência a mercenários de origem franco-flamenga que se transformaram posteriormente em senhores feudais e nas elites locais tugas) de forma a povoar um território que foi massacrado por constantes lutas entre cristãos e muçulmanos, teria encontrado certa resistência por partes das comunidades nativas locais (lusitanos) que em muitos casos ainda eram pagãs, que estavam à margem do controlo político de qualquer reino, fosse cristão ou muçulmano. Na verdade, este repovoamento por parte dos portugueses e leoneses (espanhois) sob o manto político do "repovoamento" visava a colonização política dos territórios lusitanos e a assimilação da população nativa, por parte dos reinos cristãos, Portugal incluído. Esta prática colonialista das elites mestiças e dos reis tugas de origem francesa, generalizou-se mais tarde a toda a Lusitânia, com mercenários estrangeiros de outras origens e calaicos (estes ficaram-se principalmente no litoral) de forma a desnacionalizar o povo nativo lusitano. O que infelizmente foi conseguido em parte.

1255 -Os portugueses mudam a sua capital para o sul, Lisboa.

1385 -Uma pequena facção da elite portuguesa unida com a plebe mestiça portuguesa e com o apoio do povo nativo Lusitano, na luta pela independência, derrotam as facções maioritárias das elites portuguesas de origem hispano-germânica e expulsam os invasores espanhóis do país.

1415 -Terminada que foi o período da "reconquista" cristã, que se tratou de facto duma anexação da Lusitânia e das terras e povos a sul do Tejo por parte de Portugal, tem início nesta data a "Época dos descobrimentos portugueses" ou o "Período dourado de Portugal" iniciado com a conquista de Ceuta, com financiamento judaico e mantido graças ao sangue, ao suor, ao trabalho, à emigração forçada, ao desaparecimento e aos milhões de mortos lusitanos (e de outros povos nativos do país), que pereceram nas batalhas, nos naufrágios e com doenças. Este período que apenas enriqueceu uma elite portuguesa de origem estrangeira, iria manter-se até século e meio depois.

1416 -Navegadores de origem Lusitana ao serviço do rei de Portugal, contribuem para a época da expansão e dos descobrimentos marítimos.

1500 –A par da época dos descobrimentos portugueses, alguns nacionalistas Lusitanos tentam o renascimento dos termos “Lusitano” e “Lusitânia” como identificadores autênticos do nosso povo e da nossa nação.

1543 -Com o declínio do Império português no mundo (o maior na altura), acaba definitivamente o "período de ouro da história de Portugal".

1580 –Tem início a época filipina quando Portugal é atraiçoado mais uma vez pelas suas elites de origem estrangeira, vendido e ocupado pelos espanhóis.

1640 -Depois duma resistência de 60 anos, os agressores Espanhóis são definitivamente vencidos e expulsos do país, assim como parte da elite portuguesa.

1801 -Governantes traidores portugueses acobardam-se e vendem a cidade Lusitana de Olivença ao colonialismo espanholista. 

1807 –Nacionalistas Lusitanos procuram apoio internacional (francês e espanhol) para a criação de uma Lusitânia independente, englobando o norte da Beira, Trás-os-montes e o Alto Douro. 

1811 -Uma coligação de Lusitanos e Portugueses conseguem derrotar definitivamente os invasores franceses.

1820 -São expulsos os ingleses de todo o território nacional. Republicanos Iberistas propõem então a divisão do Reino de Portugal em dois países: a Lusitânia Ulterior e a Lusitânia Citerior.

1828 -Os Absolutistas monárquicos vencem os Liberais republicanos na Guerra Civil. 

1832 -Uma revolta liberal monárquica é esmagada violentamente, morrem milhares durante a rebelião.

1835 -Depois da vitória dos liberais constitucionalistas portugueses sobre os absolutistas ou miguelistas, e sob o pretexto de uma grande Reforma Administrativa em Portugal, a oligarquia e as elites portuguesas dão início ao maior emais violento ataque de sempre contra os povos nativos e contra as províncias históricas e regiões étnico-culturais de Portugal com a extinção de mais de 700 concelhos (ou seja, dois terços do total nacional) em todo o país e principalmente nas regiões e comunidades do interior, iniciando assim o pior centralismo e colonialismo interno praticado na Europa e no mundo democrático por uma elite dirigente contra o seu próprio povo e país, esta política da elite tuga de origem estrangeira iria continuar nos anos seguintes até ao início do século XXI.

1836 -Nova Revolução Liberal constitucionalista. Os democratas e os liberais monarquistas assumem o poder, numa revolução conhecida com Setembrada. Nova guerra civil dura dois anos. O governo centralista português e contra a vontade do povo Lusitano, e entre centenas de outros munícipios extintos em todo o país contra a vontade das respectivas populações locais, dissolve o concelho de Loriga, local de nascimento de Viriato, com mais de 2600 anos de história.

1842 -Novo golpe de Estado. É proclamada a Carta Constitucional.

1846 -Nova revolta popular, a heroína Maria da Fonte lidera o povo e põe em causa a Monarquia Constitucional.

1910 -A República Portuguesa derruba a Monarquia aquando do assassinato do último rei português. 

1926 -Um golpe fascista totalitário derruba a ainda jovem partidocracia portuguesa. Acabam-se com a democracia liberal, as organizações cívicas e partidárias e as liberdades sociais. Os estratos sociais mais baixos da minoria latina portuguesa e as classes sociais da maioria do povo autóctone lusitano são selvaticamente reprimidos pelos militares, clero, capitalistas estrangeiros e fascistas portugueses. 

1957 -Uma das datas mais trágicas da Lusitânia moderna. Um rendeiro ao serviço de proprietários locais da elite portuguesa em conflito com o povo nativo Lusitano da aldeia do Colmeal (Kolmenari) no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com o apoio do aparelho judicial-militar repressivo, do governador colonial português da Guarda e do Governo fascista português, ocupa através da GNR fascista a aldeia, incendeia as casas, destrói a povoação, e provoca dezenas de vítimas e mortos entre os populares. Os Lusitanos sobreviventes deste cobarde ataque colonial português procuraram refúgio nas aldeias Lusitanas vizinhas. Colmeal é hoje uma povoação abandonada e fantasma, e também um símbolo da resistência do povo Lusitano pela liberdade para os Lusitanos conscientes da sua verdadeira identidade nacional. Dia 8 de Julho, pelas 10 horas. Este foi escolhido como o segundo dia mais importante da Lusitânia, o Dia da Resistência do Povo Nativo Lusitano pela Liberdade da sua terra. Até hoje nenhum Governo "democrático" da República Portuguesa pediu desculpa ao povo nativo Lusitano por este cobarde massacre. Nem sequer qualquer jornal português da época (vigorava a censura fascista) relatou este facto na altura, nenhuma notícia, nenhuma linha escrita. A própria historiografia oficial portuguesa não regista este trágico acontecimento e outros semelhantes que aconteceram mas que foram "esquecidos" ou que "nunca" aconteceram. Mas o massacre do Colmeal aconteceu. E muitos outros sabemos que também aconteceram, mesmo sem dados, mesmo sem registos históricos originais. Não só durante o fascismo, não só durante a reconhecida repressão visigótico-germânica, mas que aconteceram principalmente durante os primeiros anos e séculos da ocupação portuguesa da Lusitânia e do Algarve (todo o sul), massacres constantes perpretados pelos exércitos privados dos senhores feudais portugueses (que eram principalmente de origem germânica, normanda, inglesa, flamenga, francesa) que massacravam qualquer comunidade nativa que fizesse a mínima resistência ao roubo das suas terras e casas, roubadas aos nativos derrotados e conquistados pelos exércitos dos primeiros reis portugueses (de sangue francês) para depois serem dadas aos mercenários estrangeiros (alguns pertencentes a seitas pseudo-cristãs ou a ordens militares "religiosas") que se tornariam nos novos senhores feudais portugueses (a elite nacional portuguesa assim como as elites locais de hoje, são em noventa por cento descendentes directos destes estrangeiros, muito embora perdessem os apelidos e as suas caracteristicas raciais originais à séculos). Quantos mais massacres contra uma população nativa, quantos mais colmeais aconteceram ao longo da história deste país e que foram apagados ou "esquecidos" para sempre...

1974 –Um golpe militar antecipa-se à insatisfação dos povos de Portugal devido à guerra colonial no ultramar, prenúncio duma revolução popular, e derruba a ditadura fascista portuguesa, instalando assim a liberdade social e a democracia parlamentar em Portugal. Contudo, continuam a ser negados a identidade e o reconhecimento oficial do povo nativo Lusitano. 

1975 -A minoria portuguesa promete reconhecer os direitos sociais, políticos, históricos, económicos e linguísticos de todos os cidadãos portugueses, mas continua-se a ignorar os direitos étnico-culturais da maioria do povo Lusitano e dos outros povos nativos de Portugal.

1976 – O governo da República Portuguesa reconhece as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, mas continua a recusar autonomia política e administrativa para a Região histórica da Lusitânia e outras regiões de Portugal.

1989 -Forçados pelo poder neocolonial de Roma, aliada forçada do poder económico bárbaro dos anglo-saxões, Portugal é obrigado a aderir à União Europeia.

1998 -A 8 de Novembro deste ano, os dois maiores partidos anti-regionalistas e ultra-centralistas portugueses da direita intransigente, intolerante e mais repressiva ao serviço das elites tugas de origem estrangeira, o PSD liderado por Marcelo Rebelo de Sousa e o CDS-PP chefiado por Paulo Portas, forçam no Referendo sobre a Regionalização de Portugal, os eleitores portugueses a votarem contra a criação e o consequente reconhecimento oficial das regiões portuguesas baseadas nas antigas províncias históricas do país. Muito embora esta Regionalização não fosse a perfeita, porque não reconhecia as regiões étnico-culturais nem os povos nativos, e também porque limitava a autonomia regional sem efectiva descentralização política nem permitia a legalização de partidos regionais, e também, porque transgredia algumas fronteiras regionais, principalmente no Ribatejo e a sul do rio Douro roubadas à região da Lusitânia, ela era muito melhor do que a vergonhosa desregionalização que a anti-regionalista e anti-patriótica elite político-social e económico-financeira tugas queriam (e ainda querem para facilitar os seus assaltos aos tachos roubados nas regiões que deveriam pertencer e serem feitas no interesse dos povos regionais) baseada em regiões artificiais e burocráticas contra os interesses dos povos regionais e nativos do país. Que fique pois registado para sempre na história da Lusitânia o nome dos dois bandos políticos tugas e dos seus líderes pertencentes à elite política tuga como inimigos do povo nativo lusitano e de todos os outros povos nativos e regionais de Portugal.

2000 –Renascimento do novo e moderno nacionalismo étnico-cultural Lusitano. É fundado a primeira organização autonomista lusitana e de outros grupos autonomistas que pretendem e defendem a criação e o reconhecimento de uma Região Autónoma da Lusitânia dentro da República Portuguesa.

2001 -Face à recusa da cobarde e medíocre classe política portuguesa em regionalizar o país e perante a intransigência, a intolerância e a violenta opressão das corruptas elites sociais e económicas portuguesas para com as regiões histórico-culturais e os povos nativos de Portugal, é fundada pela primeira vez uma organização independentista lusitana que luta pela completa independência e consequente separação da Lusitânia de Portugal.

2005 -Dá-se Primeira vitória do moderno nacionalismo Lusitano, com a divulgação da Carta de Soberania do povo Lusitano, a 25 de Setembro de 2005, e reafirmada no ano seguinte pela mesma data, na última capital da Lusitânia independente, hoje a pequena cidade Lusitana de Vila Velha do Ródão (Oxthrakai). Este foi escolhido como o dia mais importante da Nação Lusitana, o Dia Nacional da Lusitânia.

2006 - Tem início o maior ataque de sempre contra o povo nativo lusitano, contra todos os outros povos regionais de Portugal e contra as províncias históricas e as regiões étnico-culturais do país profundo feito depois da instauração da democracia em 1974 e dos últimos cem anos, quando um dos maiores anti-regionalistas portugueses de todos os tempos, o primeiro-ministro José Sócrates que tomou posse em Março do ano anterior, dá início ao encerramento de mais de 2000 escolas em todo o país, principalmente nas terras do interior e na Lusitânia, condenando à morte centenas de comunidades, aldeias e vilas, cujas populações serão obrigadas a deixarem as suas terras. Esta política anti-regionalista e anti-patriótica cometida por um serventário e burocrata do capitalismo clientelar e especulativo será uma marca que irá empobrecer Portugal ao longo dos dois mandatos e governos deste político anti-regionalista, anti-ético e anti-popular, que só terminará em 2010, quando ele lança o país inteiro quase no caos, no abismo e na bancarrota, devido à crise económica que o seu governo de irresponsáveis e incompetentes subservientes duma prática política de favorecimento do grande capital internacional e baseada numa enorme teia de influências que lançou em quase toda a sociedade portuguesa. O mandato deste político tuga profundamente anti-regionalista, para além do fecho de milhares de escolas, também se caracterizou pelo fecho de centros de saúde, de urgências hospitalares, de maternidades e de hospitais, e do abandono dos apoios à Agricultura tradicional. A comunidade nativa lusitana regista aqui na história da Lusitânia e para todo o sempre, o nome do seu bando político, o PS, e o nome dos portugueses anti-regionalistas executantes desta vergonhosa e cobarde prática política contra o povo nativo lusitano, contra a Lusitânia, contra as regiões tradicionais e as comunidades do interior do país e contra os povos regionais de Portugal, para que ninguém se esqueça dos inimigos da Lusitânia e das regiões do país. O mandante deste vergonhoso crime anti-regionalista e anti-popular foi o irresponsável e medíocre líder do PS José Sócrates, os outros executantes foram, as ministras da Educação Isabel Alçada e Maria de Lurdes Rodrigues, a ministra da Saúde Ana Jorge e o ministro António Correia de Campos, e os ministros da Agricultura António Serrano e Jaime Silva. Não é por acaso que este animal político pretendeu ser o porta-voz dos anti-regionalistas e o pai da desregionalização em Portugal. Que o nosso povo não se esqueça deles.

2009 -Elementos da FLNL hastearam pela primeira vez a bandeira nacional lusitana no mastro do edifício da Câmara Municipal da Guarda, contínuo à Assembleia Municipal da Guarda, na madrugada do dia 25 de Setembro de 2009. Apesar deste episódio simbólico ter sido silenciado pela segurança e por funcionários da câmara da Guarda, assim como auto-censurado pela imprensa regional que foi informada do facto (segundo informações que chegaram ao conhecimento da nossa comunidade nativa), a bandeira lusitana esteve hasteada entre a 00.15 horas e as 6.00 horas da manhã. 

2010 -Um grupo da FLNL na madrugada do dia 21 de Agosto de 2010, pinta nas paredes exteriores do edifício da Assembleia Municipal de Viseu, palavras de ordem a favor da Lusitânia Livre, o acontecimento foi silenciado mais uma vez.